quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Alfabetizar é todo dia


O professor deve planejar com antecedência e constantemente as atividades de leitura e escrita. Por isso, manter-se atualizado com as novas pesquisas didáticas é essencial.


_________________________Foto: Ricardo Beliel

MÃO NA MASSA.
As crianças precisam ser confrontadas
com situações de escrita desde o início do processo.


Alfabetizar todos os alunos nas séries iniciais tem implicações em todo o desenvolvimento deles nos anos seguintes. Segundo a educadora Telma Weisz, supervisora do Programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, "a leitura e a escrita são o conteúdo central da escola e têm a função de incorporar a criança à cultura do grupo em que ela vive". Por isso, o desafio requer trabalho planejado, constante e diário, conhecimento sobre as teorias e atualização em relação a pesquisas sobre as didáticas específicas.


Esta edição especial traz o que há de mais consistente na área. Hoje se sabe que as crianças constroem simultaneamente conhecimentos sobre a escrita e a linguagem que se escreve. Conhecer as políticas públicas de Educação no país e seus instrumentos de avaliação é um meio de direcionar o trabalho. Um exemplo é a Provinha Brasil, que avalia se as crianças dominam a escrita e também seus usos e funções. Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda e Silva, o grande mérito do teste de avaliação que mede as competências das crianças na fase inicial de alfabetização é fornecer instrumentos para o professor interpretar os resultados, além de sugerir práticas pedagógicas eficazes para alcançá-los. "É um material que ajuda o professor na reflexão porque nenhuma avaliação serve para nada quando se limita a constatar. Ela só faz sentido para mudar práticas e identificar as dificuldades de cada aluno.”


E não há tempo a perder. No início do ano, como agora, a tarefa essencial é descobrir quais as hipóteses de escrita das crianças, mesmo antes que saibam ler e escrever convencionalmente. Assim, fica mais fácil acompanhar, durante o ano, a evolução individual para planejar as intervenções necessárias que permitam que todos efetivamente avancem. Essa sondagem inicial influi na distribuição da turma em grupos produtivos de trabalho.


Da mesma forma, organizar a rotina é imprescindível. Uma distribuição de atividades deve ser estabelecida com antecedência, contemplando trabalhos diários, sequências com prazos determinados e projetos que durem várias semanas ou meses. Ao montar essa programação, cabe ao professor abrir espaço para as quatro situações didáticas que, segundo as pesquisas, são essenciais para o sucesso na alfabetização: ler para os alunos, fazer com que eles leiam mesmo antes de saber ler, assumir a função de escriba para textos que a turma produz oralmente e promover situações que permitam a cada um deles escrever até que todos dominem de fato o sistema de escrita. Nesta edição, você encontra as bases teóricas e casos reais de professoras que obtiveram sucesso ao desenvolver cada uma das situações (com sugestões detalhadas de atividades).
Sabe-se, já há algum tempo, que as crianças começam a pensar na escrita muito antes de ingressar na escola. Por isso, precisam ter a oportunidade de colocar em prática esse saber, o que deve ser feito em atividades que estimulem a reflexão sobre o sistema alfabético. No livro Aprender a Ler e a Escrever, as educadoras Ana Teberosky e Teresa Colomer apontam que o desenvolvimento do aluno se dá “por reconstruções de conhecimentos anteriores, que dão lugar a novos saberes”. Essa condição está presente nos 12 planos de aula deste especial. Em todos, transparece a necessidade de abrir espaço para que a turma debata o que produz, permitindo que a reflexão leve a avanços nas hipóteses iniciais de cada estudante.

É fundamental levar para a escola as muitas fontes de texto que nos cercam no cotidiano, como livros, revistas, jornais, gibis, enciclopédias etc. Variedade é realmente fundamental para os alfabetizadores, que devem ainda abordar todos os gêneros de escrita (textos informativos, listas, contos e muito mais). E, nas atividades de produção de texto, a intervenção do professor é vital para negociar a passagem da linguagem oral, mais informal, à linguagem escrita.


Autoria: Telma Weisz, supervisora do Programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo / Texto retirado da Revista Nova Escola. Março/2009.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

A ludicidade e sua importância!



A ludicidade e sua importância no processo de ensino – aprendizagem

Brincar é tão importante para a criança como trabalhar é para o adulto. É o que a torna ativa, criativa e lhe dá oportunidade de se relacionar com os outros; também a faz mais feliz, por isso, mais propensa a ser bondosa, a amar o próximo e ser solidária.

Brincando ela desenvolve potencialidades, compara, analisa, nomeia, mede, cria, deduz. No entanto, o brincar tem suas etapas de desenvolvimento. De início, a criança começa sozinha, manipulando objetos; posteriormente, procura companheiros para brincadeiras paralelas (cada um com seu brinquedo) e, a partir do desenvolvimento do conceito de grupo, além de descobrir os prazeres e as frustrações de brincar com os outros, cresce emocionalmente. Mesmo quando ela ainda não sabe compartilhar, aprende a esperar sua vez e a interagir de forma mais organizada, respeitando regras e cumprindo normas.

A partir disto as atividades lúdicas, desenvolvidas na Escola, procuram estimular o entusiasmo, assim a criança fica alegre, vence obstáculos, desafia seus limites, despende energias, desenvolve a coordenação motora e o raciocínio lógico. Mas o mais importante é conseguir trabalhar o emocional, superando a frustração, resgatando valores como amizade, respeito, solidariedade, exercitando os direitos e os deveres, visando o progresso do processo de ensino-aprendizagem.

Educar a criança é criar condições para que ela se aproprie de formas de agir, de sentir e de se expressar; enquanto brinca, ela desenvolve afetividade, motricidade, imaginação, raciocínio e linguagem. De um modo geral, todos estes itens facilitam o aprendizado da leitura, da escrita, do pensamento lógico, da análise-síntese, do ritmo, da coordenação motora fina, entre outros.

Portanto, brincar não é um ato sem importância, mas sim, de socialização e preparo para o convívio social.

Com este intuito, procuramos, diariamente, resgatar as brincadeiras lúdicas como por exemplo a amarelinha e o caracol, que propiciam o desenvolvimento da lateralidade, orientação espacial, coordenação viso motora, tal como outras atividades que estimulam a percepção do esquema corporal, da análise e síntese visual e auditiva.

Com o avanço da tecnologia muitas brincadeiras conhecidas como “antigas” deixaram de fazer parte da vivência das crianças. Elas foram, facilmente, substituídas por jogos eletrônicos, celulares, maquiagens, entre tantos outros artigos coloridos e interessantes que “iluminam” os olhares das crianças. Não queremos ser extremistas, pois tudo que é dosado na medida certa tem efeitos positivos, mas é muito importante lembrarmos que “criança deve ser criança”!

Queremos convidá-los a vivenciar a ludicidade! Aproveitem as oportunidades! Abusem da imaginação, contando histórias, criando brincadeiras, resgatando aquilo que você mais gostava quando criança! Jogar bola, brincar de boneca, pular elástico, jogar bolinha de gude, brincar de casinha! Serão momentos de descontração, alegria, aprendizagem e troca de experiências que enriquecerão o convívio familiar!

Eliza Evelyn Winter

Coordenadora de Educação Infantil





segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bullyng, aqui esse mal não tem lugar!!!


O mal-estar causado por zombarias e violência corporal entre colegas de escola afeta a saúde física e emocional das crianças. Precisamos estar preparados para combater este mal.

O que é Bullying?

Sem tradução direta para o português, o termo é utilizado para designar violências físicas e psicológicas praticadas de forma recorrente por um indivíduo ou um grupo deles contra um mesmo colega, que acaba se tornando uma espécie de bode expiatório. Mais frequente na escola, mas nada impede que aconteça no condomínio, no bairro, na família e no trabalho; adultos também podem sofrer com esse tormento.

Essas atitudes têm consequências preocupantes para a saúde física e principalmente emocional de seus atores; tanto faz se são os agressores, as vítimas ou as testemunhas. E o que é pior: a intimidação, o medo e a vergonha sedimentam um pacto velado de silêncio entre os jovens. É comum que pais e educadores só se deem conta do que está acontecendo quando a situação chega a extremos.

Como detectar este tipo de comportamento?

O AGRESSOR:

Está entre a idade pré-escolar e a adolescência. É inseguro e tem dificuldade para fazer amigos, só que esconde a pouca empatia com atitudes agressivas ou dominadoras. Inteligente, sabe reconhecer suas vítimas. Provoca briga aonde vai, não se adapta às regras, espera que todos façam sua vontade, é pouco supervisionado por seus responsáveis e sofre com carência afetiva e pressão para ter sucesso.

A VÍTIMA:

Costuma estar entre a idade pré-escolar e a adolescência. É quieta, insegura, com baixa autoestima e não consegue se defender. Febre, vômitos, dores de cabeça e medo na hora de ir para a escola, perda de apetite, baixa resistência imunológica, volta do xixi na cama, queda nas notas, machucados inexplicáveis, sumiço de material, rasgos nas roupas.

A PLATÉIA:

Espectadores dessas cenas de violência na escola não estão livres das consequências. Eles se calam ou riem dos abusos com medo de se tornarem a próxima vítima. E tudo isso gera ansiedade, insegurança, aflição, tensão e irritabilidade, porque, evidentemente, nem sempre concordam com o que estão assistindo. O aprendizado e a socialização também acabam saindo prejudicados.

O que pais, responsáveis e a Escola podem fazer?

A família e a escola devem trabalhar juntas, buscando uma abordagem indireta, de reflexão e conciliação, e nunca de confrontação e repreensão. As ferramentas mais eficazes para ensinar regras de convivência saudável aos filhos são o afeto incondicional, o diálogo e as atividades educativas, como jogos esportivos, aulas de arte e ações solidárias. Os pais também precisam estar atentos às próprias atitudes dentro de casa. Gestos, tons de voz, toques e expressões faciais marcam muito mais do que discursos, especialmente até os sete anos de idade. Pais que vivem ausentes ou estressados por causa do trabalho e que costumam usar gritos, tapas e murros para exercer sua autoridade vão transmitir esse modelo de relacionamento aos filhos, mesmo sem perceber.


Fonte: Revista Saúde; Junho/2009.


Juntos, família e Escola, para que, munidos de informação e orientação, possamos combater esse mal.

Atenciosamente,
Equipe E.A.B

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Música e Educação: um casamento que dá certo


Do Ré Mi Fá Sol Lá Si. No embalo da musicalidade é que muitos educadores estão conseguindo prender a atenção dos alunos, e é no mesmo embalo que alunos estão conseguindo entender melhor as aulas.

A música é uma poderosa aliada educacional e um estímulo para o aprendizado. Os educadores brasileiros descobriram que têm condições de criar materiais de alta qualidade para seus alunos e não apenas de transmitir o que encontram nos livros, e a música é uma dessas descobertas.
Foi constatado também que a música não serve só para acalmar e disciplinar aquela turma desatenta e desobediente, mas serve ainda para diversas áreas do cérebro e facilita o aprendizado.

Segundo Paulo Roberto Suzuki, professor e educador na área de computação e criatividade, músico, estudante e pesquisador na área de musicoterapia, pesquisas da neurociência dos últimos 10 anos fizeram constatações significativas no processo cerebral em relação à música.
A música é um dos estímulos mais potentes para os circuitos do cérebro. Além de ajudar no raciocínio lógico-matemático, contribui para a compreensão da linguagem e para o desenvolvimento da comunicação, para a percepção de sons sutis e para o aprimoramento de outras habilidades.

“A música atua nos dois hemisférios do cérebro. O lado esquerdo que é mais lógico e seqüencial e o direito que é holístico, intuitivo, criativo. No processo musical os dois lados são trabalhados”, diz Suzuki.

Pesquisas realizadas com o intuito de provar essa característica de estímulo cerebral da música mostram que, depois de meses de aula de piano e canto, crianças mostraram melhores resultados na cópia de desenhos geométricos, na percepção espacial e no jogo de quebra-cabeças do que as que não tiveram aulas de música.

No início deste ano, foi ministrado no Brasil o 1o Curso Internacional Orff-Schulwerk, que ensinou mais de 60 educadores a aplicar o método ativo de educação musical do compositor alemão Carl Orff.

Os objetivos do curso foram: proporcionar recursos para a utilização da música em sala de aula, desenvolver a sensibilidade musical e estética para a prática da música e da dança, estimular a sociabilização por meio destas atividades e valorizar o silêncio e a quietude como elementos indispensáveis para desenvolvimento da concentração.

A opinião dos educadores que participaram do curso e que o aplicaram em sala de aula é de que casar a musicalidade com a educação é possível porque não é preciso utilizar, necessariamente, instrumentos. Dá pra abusar da voz, da dança simples e até mesmo de um movimento individual criado na hora.

Infelizmente, o uso da música na escola não é uma realidade. “A música como ensino nas escolas sumiu. Isso é muito ruim porque o aprendizado da prática musical favorece a condição do estudante com relação à criatividade. Com a música ele fica mais criativo, sabe improvisar, ter mais naturalidade a lidar com os conteúdos e isso acaba favorecendo, de forma genérica, o aprendizado”, afirma Suzuki.

De acordo ainda com Suzuki, pior do que não trabalhar a musicalidade nas escolas, é enxergá-la somente sob o ponto de vista estético. “Musicalidade é muito mais que isso. O educador precisa acompanhar e fazer intervenções para que haja um sentido. Tem de haver um objetivo como, por exemplo, trabalhar a integração, as diferenças, etc.”, afirma.

“Ao acompanhar essas atividades o educador vai balizar essa vivência através de intervenções, por isso a musicalidade em sala de aula tem que ser aplicada por pessoas habilitadas e qualificadas, como profissionais de Educação Musical ou Musicoterapeutas. A música sob esse ponto de vista tem um poder inestimável”, conclui.

Por Mariana Parisi

terça-feira, 6 de abril de 2010

Como proteger as crianças na internet



Hoje, 16 milhões de crianças brasileiras acessam a web, segundo pesquisa da Nielsen. Confira algumas dicas da Tred Micro, empresa especializada em segurança de conteúdos para Internet, sobre proteção contra assédio sexual e pedofilia:

• Mantenha o computador em área comum da resedência;
• Combine os limites de tempo de uso da web, sobretudo para redes sociais;
• Mantenha atualizado o software de segurança para proteger o seu computador contra vírus, spyware e spam;
• Use filtragem de URL, um recurso de controle familiar presente na maioria dos softwares de segurança, para garantir que as crianças não acessem conteúdos inadequados;
• Leia as políticas de conteúdo, de privacidade e de segurança dos sites que seus filhos frequentam;
• Converse e aconselhe a não oferecer informações pessoais;
• Oriente a ignorar contatos indesejados com pessoas que nunca tenham tido contato;


Mais informações: http://br.trendmicro.com/br/about/internet-safety-for-kids/

segunda-feira, 15 de março de 2010

Meu filho adora chupeta. Isso é preocupante?

Muitas crianças se acalmam quando chupam a chupeta e chegam a usá-la até ter 5 ou 6 anos. Às vezes a chupeta também ajuda a criança a aliviar o estresse ou a se adaptar a situações novas e desafiadoras, como começar a ir à creche ou escolinha, ou fazer uma viagem longa de carro.
Há boas razões, porém, para ir convencendo seu filho de que é bom abandonar o hábito. Se ele tiver tendência a infecções no ouvido, por exemplo, largar a chupeta pode ser uma boa ideia. Um estudo mostrou que crianças que não usavam chupeta tinham 33% menos incidência desse tipo de infecção no ouvido médio.
A chupeta também não ajuda crianças que parecem estar desenvolvendo problemas na hora de falar. O ato de sugar ou chupar mantém a boca da criança em uma posição pouco natural, dificultando o desenvolvimento dos músculos da língua e dos lábios, explica a especialista norte-americana Patricia Hamaguchi, autora de um livro sobre a fala ("Childhood, speech, language, and listening problems: What every parent should know").
Mesmo que não dê para perceber algum problema, seu filho está aprendendo a falar, e fazer isso com uma chupeta na boca pode atrapalhar o processo, alterando o modo como os sons são pronunciados e forçando a língua a descansar numa posição pouco natural.
Em alguns casos, o uso frequente da chupeta faz com que a língua se projete para a frente, o que pode causar problemas nos dentes ou de ceceio (às vezes confundido com a língua presa: a língua entra no meio dos dentes na hora de falar sons como "s" e "z").
Por esses motivos, é recomendado limitar o tempo de chupeta da criança ao mínimo possível.
Procure usar as chupetas pequenas e macias, como as de tamanho para recém-nascidos. Quando ela tiver por volta de 1 ano e meio, é melhor pensar em fazer a criança parar de vez.
Crianças com o hábito de chupar constantemente os dedos ou a chupeta podem ter problemas com o crescimento dos dentes frontais superiores. Mas dentistas dizem que, na maioria das crianças, a chupeta não provoca nenhum problema até que surjam os dentes permanentes - por volta dos 4 a 6 anos de idade.
Mesmo assim, é uma boa ideia contar ao dentista sobre a chupeta, para que ele veja se está tudo bem com os dentes e a mandíbula da criança.

Como faço meu filho largar a chupeta?

O ideal é que seu filho largue a chupeta sozinho, pois sua necessidade de chupar algo deveria diminuir naturalmente conforme ele cresce.

Para ajudá-lo, fique de olho e, quando ele for querer a chupeta, providencie algo para substituí-la. Se ele pega a chupeta quando está entediado, ofereça alguma atividade mais interessante, como um livro para folhear, ou faça caretas engraçadas para distraí-lo.
Já se a criança tende a colocar a chupeta na boca quando está preocupada ou se sentindo insegura, ajude-a a explicar o que ela está sentindo. Faça perguntas para descobrir o que está acontecendo e conforte-a de outro jeito - com beijos e abraços, por exemplo.
Para encorajar seu filho, elogie quando ele conseguir ficar sem a chupeta. Você também pode controlar o uso da chupeta, e deixar que ele a use só à noite ou na hora do cochilo. E procure não oferecer a chupeta. Se ele não pedir, não dê, mesmo que ele esteja acostumado a dormir com o bico.
Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. E quando ele completar uma semana sem chupeta, dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois.
Mas até que a chupeta seja totalmente abandonada, seja paciente e continue com os cuidados básicos: lave bem a chupeta uma vez por dia e também quando ela cair no chão. Deixar a chupeta por alguns minutos numa solução com água e vinagre branco uma vez por dia ajuda a prevenir o aparecimento de fungos. Enxágue bem e deixe secar naturalmente. Ensine seu filho a nunca emprestar a chupeta a amiguinhos.
Quando lavar a chupeta, verifique se o bico está firmemente colado à base (para que não haja risco de ele se soltar e seu filho engasgar) e troque assim que vir algum sinal de desgaste.

Truques e estratégias para a chupeta ir embora de vez

• Vá diminuindo aos poucos os períodos em que permite o uso da chupeta.

• Restrinja a chupeta a momentos críticos do dia, como a hora de dormir ou quando seu filho está doente, se sentindo mal. Seja firme.

• Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples - não dê doces a ela no lugar da chupeta.

• Reforce a ideia de que crianças mais velhas não usam chupeta - elas gostam de sentir mais crescidas.

• Incentive a criança a dar todas as chupetas para alguém.

• Converse com outros pais para saber que estratégias eles usaram (os fóruns do BabyCenter são um ótimo local para isso). Há quem faça, por exemplo, um furinho na chupeta, prejudicando a sucção, e diga ao filho que a chupeta "quebrou".

• Identifique os sinais de que seu filho está pronto para largar a chupeta e aproveite o momento. Durante um resfriado, é comum que a criança rejeite a chupeta, pois precisa respirar pela boca por causa do nariz entupido. Se isso acontecer, tire as chupetas de vista e espere. Quando seu filho pedir a chupeta, não dê imediatamente. Pode ser que ele largue o hábito naturalmente.

• Invista na rotina da hora de dormir: anuncie uma mudança (um bichinho novo, a mudança do berço para a cama, um novo hábito, de ouvir música ou contar histórias de um livro, por exemplo), e explique que na nova rotina - de criança grande - não há espaço para a chupeta. O entusiasmo com a novidade pode ajudar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Coisas de Criança

Quando as crianças mordem

Quantos de vocês já receberam a notícia de que seu filho mordeu outra criança ou foi mordido. Se você tem um filho que morde imagino que pode sentir-se muito impotente e incomodado com o comentário desaprovador de outros pais, além de temer que seu filho venha a ser discriminado na escola ou até tornar-se um adulto agressivo.

Tenha calma. Inicialmente, temos que compreender este fato considerando as características do desenvolvimento das crianças. Observamos que os bebês costumam morder seus cuidadores. É através da boca que obtêm prazer e realizam suas descobertas. O morder, assim como o sugar, o chupar e o ato de emitir sons são exemplos de ações com as quais pode se relacionar com o mundo externo. Neste sentido, a mordida é um dos meios que o bebê utiliza para conhecer tudo que o cerca, para distinguir o que faz parte do outro.

Por volta dos dois anos, a mordida é um meio da criança expressar seu descontentamento, sua raiva, quando há disputa pela posse de algum objeto, pela companhia de alguém ou pela vez de brincar. Normalmente, a criança não planeja morder. Este é um jeito impulsivo dela se aliviar quando passa por uma situação desconfortável.

Diante disto, cabe ao adulto atender tanto a criança mordida quanto a que mordeu. A primeira necessita ser confortada. Temos, no entanto, que avaliar se ela, por algum motivo, não se defendeu como poderia ou se até provocou a mordida. Já a criança que mordeu necessitará da ajuda do adulto para encontrar maneiras mais adequadas de expressar seus sentimentos. Ela precisa encontrar nele um modelo que oferecerá formas mais aceitáveis de adquirir o que se quer.

1 a 3 Anos

Pequenos Mordedores
Morder é uma forma de expressão, uma fase passageira. Mas exige, desde a primeira vez, a ação dos pais.

Quando você menos espera, nhac! Seu anjinho ainda está mamando e já ataca seu peito sem piedade, com uma mordida daquelas, experimentando o uso e a forças dos primeiros dentinhos. Você pode não ter se dado conta, mas os dentes são os primeiros recursos que a criança ganha e que pode ser usado para intervir no ambiente, para mostrar aos outros que ela tem presença ativa.

As mordidas podem começar assim. Depois, seu filho morde os brinquedos, como uma forma de exploração. Mais crescido, porém, pode usar a mordida para expressar descontentamento, fazendo vítimas entre os amiguinhos, os avós ou até mesmo a babá e a professora.

“ Por não articular bem as palavras, a criança dessa idade exprime-se por meio do corpo e dos gestos. Para ela, morder é uma forma natural de mostrar ao outro que está com raiva”, afirma a psiquiatra Lídia Strauss, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O que fazer

As mordidas são uma fase passageira. No entanto, mesmo que pareçam de brincadeira e não machuquem ninguém, não devem, jamais, ganhar aprovação. Caso contrário, a criança pode pensar que o que fez é bom.

A mãe de Sabrina resolveu apenas não dar bola para as primeiras mordidas que a filha, com 1 ano e meio, deu em algumas pessoas da família. Até que a menina mordeu seu seio quando estava sendo amamentada. “ Eu a repreendi, dizendo que tinha me machucado. Ela começou a chorar, percebendo que eu fiquei triste, e nunca mais mordeu ninguém”, conta a engenheira química Jaqueline Tomita.

Palavras como “dói” e “não pode” são a melhor reação para orientar a criança a não morder. Segundo a psiquiatra Lídia, alongar as explicações não adianta, porque o filho dessa idade não entende. “Aos poucos, ele aprende a reconhecer os sinais dos pais que indicam o que não deve fazer”.
Mordidas demais

Com o tempo, também, a criança aprende outras formas de se expressar e deixa as mordidas de lado. Se isso não acontecer a partir dos 3 ou 4 anos, e seu filho continuar a usar a mordida para aliviar tensões, é melhor ficar atenta. “ Toda criança pode se alterar momentaneamente, por exemplo, numa brincadeira. Mas mordidas sinalizam agressividade sem controle”, diz Lídia. Se a ação se repetir com freqüência, a médica aconselha a procurar a ajuda de um profissional.

Seu filho morde porque...

Está insatisfeito e quer mostrar isso;

Quer demonstrar força e ver a reação que provoca;

Não tem vocabulário suficiente para se expressar.

Você deve...

Conter tal comportamento sempre, impedindo que ele morda;

Dizer a ele que isso pode machucar as pessoas;

Procurar orientação se as mordidas se tornarem frequentes.

Fabíola Corrêa Alba é Psicóloga, graduada pela PUC-RS. Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência pelo CEAPIA (Centro de Estudos Atendimento e Pesquisa da Infância e Adolescência).