quarta-feira, 28 de março de 2012

Turma Gama B indica filmes e peças de teatro.

PERFIL DA TURMA

Somos da escola Aldeia Betânia e estamos na Gama B, manhã, temos entre 7 – 11 anos.

Gostamos de estudar, ás vezes “enrolamos” os professores. Mas no fundo somos esforçados, inteligentes e até esquecidos (na hora das tarefas). Nossa turma é bem legal, engraçada e “pirada na batata frita”.

Neste blog falaremos sobre amizade, indicaremos livros, filmes, passeios e atividades que gostamos de fazer. Todos que querem ter amigos são bem vindos!

(Gama B)

A Vida Pela Frente

Amizade é um ato de compaixão e lealdade com o próximo. Acredita-se que quando se têm amigos vive-se em harmonia e alegria com a vida.

Uma verdadeira amizade precisa de companheirismo, respeito, bondade e fidelidade. Os amigos servem para nos divertir, ajudar, ouvir, desabafar, brincar, chamar atenção, aconselhar, rir e chorar. Você tem amigos de verdade?

Sim ou não. Reflita! Se tem, ótimo! Saiba que viverá mais e nunca estará só. Se não tem está perdendo tempo e o melhor da vida.


Você não acha que está na hora de fortalecer suas amizades e fazer novos amigos?


Siga algumas dicas de lugares e opções de lazer sugerido por uma galerinha que entende do assunto.


Teatro Fernanda Montenegro *Adulto


* O casamento
02 de abril ás 21:00

* Ah, a humanidade!, e outras exclamações.
28,29 de março ás 21:00

* De verdade
28,29 de março ás 21:00


Teatro Fernanda Montenegro * Infantil


* Gasparzinho, o fantasma camarada
07,08 de abril ás 15 hrs

* História de lenços e ventos
07/04 ás 13h 08/04 ás 16h

* João e Maria
29,31/03 03 e 06/04 ás 15h e 01 e 07/04 ás 17h

* João e o pé de feijão
29/03 ás 13h 30/03 ás 16h

* Marcelo, Marmelo, Martelo
01/04 ás 13h e 16h

* O Diário da Bruxa
03/04 ás 19h 04/04 ás 11h 05/04 ás 15h

* O rei Leão
03/04 ás 11h 04/04 ás 15h 05/04 ás 19h

* Conte com o peixonauta – O Show
07,08/04 ás 16h

Livros:

* Harry e o balde de Dinossauros
* Eu não tenho medo de monstros. Autor Lan Whybrow
* O livro das virtudes para crianças. Autor Willian j. Bennett.
* Avental que o venta leva. Autora: Ana Maria Machado
* Adultos mais ou menos crianças. Nem par ou ímpar. Autor: Sérgio Klein

segunda-feira, 19 de março de 2012

Considerações gerais sobre o aprendizado da criança com Síndrome de Down

Pessoas com Síndrome de Down (SD) têm em comum o cromossomo 21 extra, que é responsável pela hipotonia muscular, pelo eventual déficit cognitivo e pelos sinais físicos que as tornam muitas vezes facilmente reconhecíveis e parecidas entre si.

Por causa destas semelhanças, muitas vezes os educadores correm o risco de generalizar o funcionamento global das crianças com SD, induzindo a uma padronização improvável de competências e modos de aprendizagem.

Devemos ter em mente que crianças com Síndrome de Down são, antes de tudo, crianças. Mesmo tendo, como já foi citado anteriormente, muitas semelhanças entre si, elas nos mostram ansiedades, fases diversas de desenvolvimento, angústias, alegrias, tristezas, potencial de aprendizagem, capacidades cognitivas, habilidades, dificuldades pessoais, como qualquer outra criança. Algumas se desenvolvem com facilidade, outras demoram mais, algumas recebem grandes doses de estimulação e apresentam um progresso mínimo, outras são pouco estimuladas e se desenvolvem melhor. Não há uma fórmula que funcione da mesma maneira com todas as crianças.

As crianças vão reagir de maneiras diferentes aos estímulos, porque cada um é cada um, com suas capacidades e particularidades, é assim o processo evolutivo humano.

É evidente que o material genético na SD acarreta algumas particularidades que interferem neste aprendizado, e que merecem atenção:

* Sua personalidade

* Seu interesse e motivação

* Sua capacidade intelectual

* Seu ritmo pessoal de trabalho e de progresso.

* Sua atenção, memória, concentração e percepção visual


Cada criança terá o seu tempo de aprendizagem, o que exigirá respeito e uma adaptação adequada para que evolua e efetive com sucesso no processo de aprendizagem.

Em relação à sua personalidade, se demonstrar ser tímido e retraído, se faz necessário que o professor adote uma estratégia que o auxilie a criança a expor suas idéias, e reflita sobre os possíveis resultados. É muito comuns as crianças com SD mostrarem um comportamento impulsivo, neste caso é necessário intervir de forma que o ajude a refletir sobre seus atos para que possa chegar às soluções.

Outro comportamento possível é o inseguro; a criança está sempre esperando a aprovação de suas respostas, e neste caso será preciso que a intervenção seja direcionada para ajudá-lo o superar as frustrações de seus enganos.

A motivação e o interesse são fatores importantes e decisivos para uma aprendizagem efetiva. É necessário que esta motivação se mantenha alta, despertando assim o interesse pela atividade. Freqüentemente as crianças com SD demonstram muito entusiasmo por atividades que estão relacionadas com sua vida diária, com pessoas de seu relacionamento, enfim, assuntos que estejam envolvidos com seu cotidiano e que sejam desafiadores. O interesse pelas atividades muitas vezes depende do nível de complexidade que estas possuem. Atividades muito complexas, ou fáceis demais podem causar um desinteresse por parte da criança. Esse nível de complexidade foi explicado por Vygotsky, quando desenvolveu sua teoria de Zona de Desenvolvimento Proximal.

Quanto à capacidade intelectual, esta varia muito nas crianças com SD. Depende de alguns fatores anteriores, tais como: as condições de gestação da mãe, se tomou vitaminas ou não, a maneira como a família recebeu a notícia do nascimento desta criança, sua maior ou menor aceitação.

O momento da notícia, a maneira como a família recebeu e aceitou a condição da criança, sem dúvida poderá definir o rendimento futuro desta criança. Um programa de intervenção precoce ajudará muito nas suas futuras aquisições.

Outro fator importante que influencia muito é a condição de saúde desta criança. Longas hospitalizações, infecções constantes de ouvido, dificuldades visuais, não só podem comprometer seu desenvolvimento intelectual como também afetar o desenvolvimento motor, lingüístico, emocional e social, e às vezes acarreta dos pais ou responsáveis um comportamento de super-proteção. Quando isto acontece, ficam reduzidas as oportunidades de descobertas que a criança precisa para desenvolver as habilidades necessárias para o seu desenvolvimento motor, cognitivo e social.

Muitas vezes este ritmo de aprendizagem é frustrante para o professor, que espera avanços rápidos e resultados concretos. Mas quando apressamos demasiadamente este ritmo corremos o risco de gerar um sentimento de frustração na criança, que por sua vez ocasiona uma desmotivação, e assim o processo de aprendizagem ficará comprometido, pois teremos que resgatar esta motivação, numa tarefa que será muito estressante.

O ritmo de aprendizagem também se torna perigoso quando o professor escolhe ir muito devagar com o processo de aprendizagem, subestimando muitas vezes a capacidade intelectual desta criança, provocando muitas vezes falta de interesse e pouco esforço mental.

É fato que as crianças com SD aprendem por repetições, mas aqui devemos ter o cuidado de observar que as repetições não podem ser de maneira mecânica e enfadonha, pois nenhuma criança agüenta este processo. Portanto, para que se consolide a aprendizagem, é necessário que tenha significado para o aprendiz, e que ocorram variações nas atividades e principalmente, sejam atraentes e estejam entrelaçadas com sua vida diária.

A repetição é importante, mas deve ser efetivada de maneiras diferentes para que efetivamente ocorra o aprendizado.

As crianças com SD podem apresentar problemas de audição, que infelizmente em alguns casos são freqüentes, então é necessário que as informações sejam apresentadas pela também pela via visual, fornecendo estímulos breves, claros e definidos. Solicitando da criança respostas gestuais ou motoras, as possibilidades de êxito serão bem maiores.

As informações visuais são mais eficientes porque se mantém por mais tempo no cérebro, auxiliando a recordar quando necessário. Portanto, deve-se apresentar informações através de desenhos, figuras e imagens, para que a criança possa associá-las e recordá-las com mais facilidade quando necessário.

A atenção, a memória e a percepção visual são pontos importantes para este aprendizado, e que melhoram muito se forem trabalhadas de maneira sistemática e bem estruturadas.

É importante saber dessas características cognitivas que permeiam as crianças com SD, para que o professor possa elaborar estratégias eficientes para ajudar esta criança a conquistar sua superação.

A criança com SD, como todas as outras crianças, tem necessidade e merece ter o seu modo “personalizado” de aprender, evidenciada através de uma avaliação inicial direcionada para as suas potencialidades, mostrando o que ela já sabe e o que necessita e precisa saber. Assim poderá ser determinado seu estilo e seu ritmo de aprendizagem, junto com as suas necessidades individuais, que auxiliam o professor a planejar atividades significativas que ajudem a realizar o potencial de aprendizagem desta criança.

Cristiane Dluhosch

Terapeuta Educacional

Mãe de aluna da E.A.B

segunda-feira, 12 de março de 2012

Como organizar o ano letivo dos seus filhos

Disponível em www.videorganizada.com

Seu filho voltou às aulas na segunda-feira? Veja como organizar a rotina de vocês:

  • Utilize o calendário oficial da escola e já anote na sua agenda as datas importantes.
  • Reunião de apresentação dos pais? Se a escola do seu filho for nova, é imprescindível. Caso contrário, pelo menos tente comparecer, pois sempre é importante.
  • Se ainda não fez isso, compre todo o material.
  • Instale ganchinhos na entrada de casa para seu filho pendurar a mochila quando chegar. Se tiver mais de um filho, um ganchinho para cada um.
  • Também vale a pena ter uma caixa ou cesto para cada um colocar seus pertences.
  • Arrume a mochila do seu filho na noite anterior. Prepare o lanche e deixe na geladeira, se for o caso, e coloque-o na mochila pela manhã.
  • Estabeleça uma rotina de lavagem de roupas para não deixar o filhote sem uniforme.
  • Estabeleça um horário para ver TV, ficar na internet ou jogar vídeo-game.
  • Estabeleça um horário para dormir.
  • Busque uma noite mais tranquila para toda a família. Se não for possível manter a TV desligada, ao menos deixe-a em um volume mais baixo.
  • Estabeleça um horário para a lição de casa – de preferência depois de a criança descansar um pouco e antes de ficar com sono. Dê todo o apoio que puder nessa hora, pois ele é muito importante.
  • Deixe que seu filho veja você lendo livros. Dê o exemplo. Leia para ele dormir.
  • Planeje o seu dia e tenha a rotina como uma amiga. Crianças se sentem mais seguras com essa previsibilidade. Se achar legal, espalhe tabelinhas pela casa (mas sem excessos!) com a rotina diária, a rotina de dormir da criança, essas coisas.
  • Prepare psicologicamente a criança para a volta às aulas. Diga que ela voltará a acordar cedo, que terá que fazer a lição de casa etc.
  • Assim que comprar ou receber os livros didáticos, encape-os. O mesmo pode ser feito com cadernos de brochura.
  • Etiquete todo o material escolar do seu filho.
  • Acorde mais cedo que ele. Eu sei que é difícil, mas 15 minutos mais cedo já permitem que você se vista e prepare um bom café da manhã, economizando um tempo precioso quando eles acordarem.

Um exemplo de rotina matinal:

06h00 – Acorde, vista-se (com a roupa separada na noite anterior) e comece a preparar o café
06h10 – Acorde as crianças e arrume os cabelos enquanto elas se vestem (com o uniforme separado na noite anterior)
06h20 – Tome café da manhã com eles (ofereça somente duas opções de bebida e comida para não gerar estresse – ex: suco de laranja ou leite com achocolatado + pão com requeijão ou iogurte com cereais)
06h45 – Escovem os dentes
06h55 – Coloquem sapatos, fechem mochilas, pegue sua bolsa e saiam de casa

O que você pode antecipar na noite anterior:

- preparar o lanche ou separar o dinheiro
- separar o uniforme
- ver o horário das aulas e colocar livros e cadernos certos na mochila
- colocar a lição de casa e os trabalhos do dia na mochila
- preparar (ou ao menos planejar) o café da manhã
- tomar banho

O que fazer depois quando as crianças chegarem da escola:

- rotina! As crianças precisam de rotina!
- Coloque na caixa de entrada os livros, cadernos e papelada que vem da escola;
- Almoço / jantar (dependendo do horário);
- Lição de casa sem estímulos externos (tv, computador);
- Verifique o que está na caixa de entrada para ver se precisa tomar alguma providência;

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Centro das atenções


Educação para o trânsito! Seu filho merece!

Disponível em: www.alobebe.com.br

Mais uma vez é do exemplo dos pais que surge a consciência das crianças, também com relação às regras de trânsito. Orientando os pequenos desde cedo, os pais estarão contribuindo para reduzir o risco de acidentes envolvendo seus filhos. O primeiro passo para isso é deixar bem claro para a criança que ela é uma passageira especial e até os dez anos deverá ir sempre no banco de trás.

Até atingir a altura de 1,40m é recomendável o uso de cadeirinhas de segurança. Depois disso, pequenas almofadas servirão para auxiliar na melhor adaptação do corpo da criança ao cinto de segurança. E a orientação dos pais não deve cessar nunca, especialmente sobre os riscos e perigos de colocar braços e cabeça para fora do carro.

A educação das crianças para o trânsito envolve também sua consciência dos deveres e direitos do pedestre. Até a idade de sete anos não se deve permitir à criança que circule sozinha, mas sempre acompanhada por um adulto. Mas muito antes disso, os pequenos já estão atentos à movimentação de pessoas e veículos nas ruas. É o momento de instruí-los sobre os principais tipos de sinalização no trânsito, como semáforos, faixas para a travessia de pedestres e pisca-pisca luminosos instalados nas garagens dos edifícios. E também restringir o uso de bicicletas, skates e patins a parques e locais adequados para esse tipo de atividade.

Código Nacional de Trânsito

A promoção de atividades que permitam à criança conhecer e vivenciar situações de circulação no trânsito, seja como pedestre ou passageira, é uma das exigências do Código Nacional de Trânsito.

Os Detrans das cidades brasileiras têm profissionais preparados para dar instruções nesse sentido a professores e alunos do ensino fundamental de escolas públicas e privadas. Em São Paulo, a Divisão de Educação de Trânsito do Detran mantém, inclusive, uma Cidade-Mirim, onde acontecem visitas agendadas pelas escolas.

Os recursos pedagógicos utilizados pelos policiais militares monitores vão desde palestras até dramatizações com linguagem adequada a cada faixa etária. Para transmitir aos pequenos noções básicas de segurança no trânsito e conscientizá-los da importância de garantir sua própria integridade física e a das outras pessoas valem canções e todo o tipo de brincadeiras. Os professores que acompanham o processo também são instruídos a relembrar o assunto em momentos oportunos. No interior do Estado, a mesma proposta é realizada pelo Programa Educativo de Trânsito "Clube do Bem-Te-Vi" desde 1990, através de visitas às escolas que agendam horários.

A idéia é, além de educar as crianças para noções de segurança, investir na formação de motoristas adultos mais conscientes sobre suas responsabilidades no trânsito.

Ensinamentos Básicos

  1. Em caso de acidente, somos sempre projetados contra o painel e o pára-brisa. Portanto, crianças devem andar sempre no banco traseiro, onde estarão mais seguras e protegidas.
  2. Crianças devem evitar jogar bola, andar de bicicleta e de skate na calçada. Uma boa alternativa são os parques, campos e escolas. Do contrário, as crianças correm o risco de serem atropeladas.
  3. Oriente seus filhos para que eles nunca coloquem o braço ou a cabeça para o lado de fora do veículo.
  4. Quando forem para a escola de ônibus, oriente as crianças para que só embarquem ou desembarquem quando o ônibus estiver totalmente parado.
  5. Ensine as crianças a não jogar lixo pela janela, explicando a elas que além de atrapalhar outros veículos, cada objeto jogado na rua contribui para aumentar a poluição da cidade.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Uma carga muito preciosa...

Daniela Dias.

No início do século, os Estados Unidos, pioneiros da indústria automobilística, criaram o transporte escolar. A primeira função do school bus era recolher as crianças em idade escolar que moravam na área rural e levá-las para as escolas nas cidades. A falta de tempo dos pais, associada às dificuldades do trânsito e o bom nome constituído pelo serviço no meio rural, fizeram desta modalidade de prestação de serviço um verdadeiro sucesso.

Oferecer serviços com segurança, regularidade e obter uma equipe capacitada a lidar com crianças e adolescentes são os pré-requisitos para quem atua no ramo de transporte escolar, que cada vez mais se torna competitivo. Cabe aos pais ou responsáveis ficarem atentos para o cumprimento desses critérios, afinal é a segurança dos pequenos que está em xeque.

O serviço pode ser contratado pelos pais ou por intermédio de escolas, academias etc. Um condutor de veículo escolar, além de devidamente habilitado, deve possuir boa aparência, inspirar confiança aos pais e também aos "passageiros" a serem transportados.
Não é uma tarefa fácil o transporte de 10 ou 15 crianças, às vezes relutantes em ir para a escola, ou ansiosas para chegar até ela!

Os motoristas de veículo escolar devem saber tudo sobre trânsito e direção. É necessário interesse pela atividade, senso de responsabilidade e iniciativa. Idade superior a 21 anos, habilitação na categoria D e aprovação em curso especializado nos termos da Lei, são outras especificações obrigatórias a esse profissional.

Outro fator fundamental é a existência de um mecânico para a manutenção diária do veículo. Em alguns casos, dependendo das dimensões do mesmo, é bom contar com um auxiliar do motorista, para garantir a segurança nas viagens.

De acordo com o Novo Código Nacional de Trânsito, os veículos escolares somente poderão circular em vias públicas com autorização emitida pelo órgão ou entidade executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, fixada na parte interna do veículo, em local visível, com inscrição da lotação permitida.

O documento exige o registro como veículo de passageiros e inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança, dentre outros fatores.

Equipamento registrador instantâneo de velocidade e tempo, lanternas devidamente dispostas e cintos de segurança em número igual ao da lotação, bem como outros requisitos e equipamentos obrigatórios, estabelecidos pela Lei, são imprescindíveis.

Observando essas regras básicas, pais e mães poderão contratar com muito mais segurança o serviço de transporte escolar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Palmada Educa?

Psicóloga Márcia Resende.

Disponível em: www.alobebe.com.br

A palmada é uma ação rápida, que alivia os pais, mas nem sempre garante a mudança do comportamento da criança. Nesse momento, é preciso escolher o que é mais importante entre aliviar o descontentamento e ensinar o filho.

Ao usar a palmada, os pais esquecem que comunicam aos filhos que os problemas são resolvidos com agressividade. É, essa não é a maneira mais eficiente de solucionar uma questão ou de obter uma resposta.

Desenvolver outra estratégia para impor limites e educar com amor são atitudes fundamentais. Educar requer dedicação e envolvimento, é uma ação de amor e de limites. Encontrar o equilíbrio entre ambos é um dos principais desafios e um grande aprendizado para os pais.

Também precisamos lembrar que educar é um processo diário, construído por meio de ações, gestos e pensamentos. As crianças percebem tudo, mesmo quando ainda não sabem explicar o que estão observando e sentindo. Quando os pais têm opiniões e atitudes divergentes, os filhos percebem. Por isso, todos os detalhes são importantes no processo de educação. Educar é uma ação sutil. Uma alternativa eficaz para auxiliar nesse processo é Programação Neurolingüística (PNL). O programa tem o objetivo de acessar as potencialidades humanas, buscando alternativas diferenciadas para as mesmas questões, o que garante mais liberdade aos pais na hora de agir. Eles podem construir alternativas para educar os filhos com respeito e amor. Agir com segurança funciona mais que mil palmadas.

Quando uma criança age de forma malcriada é porque ela percebe que há espaço para isso ou alguma comunicação de que essa atitude é permitida. Por exemplo, se em toda vez que ela se comportar mal receber uma palmada, ela conseguiu chamar a atenção dos pais. Quando a criança quiser chamar atenção dos pais novamente, vai agir errado de novo. A palmada não deixa de ser uma maneira de dar atenção. Sabendo disso, os pais conseguem agir de diversas formas e estabelecer limites para determinados comportamentos. Se uma criança estiver brincando e fizer malcriação é mais educativo privá-la da brincadeira, explicando qual atitude impediu que ela continuasse brincando. A ação é mais educadora que a palmada. A educação também é prejudicada quando não há comunicação entre pais e filhos. Comunicar com amor e transparência, independentemente da idade a criança, é muito importante. Estabelecer os limites com os filhos e firmar acordos também é uma ação educativa.

Alguns pais costumam demandar limites que atendam apenas suas próprias demandas, eles esquecem que os filhos têm as suas próprias e, mais uma vez, a comunicação é o que viabiliza ajustar as expectativas de ambos os lados, gerando ganhos a todos. A PNL também é uma ferramenta que auxilia a comunicação entre pais e filhos, ampliando os canais para atender aos objetivos individuais e coletivos da família. Além disso, essas atitudes inspiram respeito, valor imprescindível para a boa educação.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

COMO DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA DO SEU FILHO OU ALUNO

No dia 27 de abril de 2009, no Colégio Anchieta de Nova Friburgo, a equipe do Colégio Nossa Senhora das Mercês juntamente com outras demais escolas assistiu à palestra ministrada pelo professor de Física e psicólogo, Marcos Méier, cujo tema era:

Como desenvolver a inteligência do seu filho ou aluno.

O palestrante iniciou com a Teoria da Meditação, mostrando-nos que a qualidade da relação versus interação potencializa a aprendizagem. A seguir, sinalizou o quanto o ambiente pode interferir no desenvolvimento da inteligência. Isso foi concretizado através do exemplo de uma experiência feita com três ratos, sendo o primeiro colocado num local fechado onde a comida ficava próxima a ele; o segundo em um outro lugar também fechado, porém o alimento foi posto de forma que ele necessitasse de algum esforço para obtê-lo; já o terceiro, e último rato, fora preso em um espaço tendo que enfrentar o desafio de um labirinto para conseguir se alimentar .Mas, a cada dia, a comida era trocada de local o que tornava sempre mais difícil tal aquisição. No final de um determinado tempo, os dois primeiros ratos haviam morrido, enquanto o terceiro continuava vivo e bem ativo,tentando achar mais alimento.

Essa experiência serviu para nos alertar sobre a maneira como oferecemos ou não desafios às nossas crianças para que possam através de situação-problema desenvolver sua capacidade cognitiva.

Marcus Méier destacou também que, embora os 100 bilhões de neurônios da bagagem genética do homem vão-se perdendo ao longo do tempo, o número de sinapses pode ser aumentado mediante as possibilidades de estímulos que se receber. Explicou que a diferença no desenvolvimento da inteligência está na superação, por isso as crianças devem receber estímulos, problemas e desafios para serem resolvidos por elas próprias.

Ao estabelecer que a negligência é um crime contra o cérebro e tão prejudicial quanto à superproteção, Marcus Méier diz que esta última limita a capacidade do cérebro.

No que se refere à escola e família o nosso palestrante destaca o cuidado que se deve ter ao falar com os pais sobre o desenvolvimento do filho, evitando palavras que diminuam a imagem da criança, mas sim, elogiar o potencial dela e dizer que o mesmo pode ser bem mais trabalhado. Mostrar inclusive como é importante desenvolver a autonomia, fazendo com que a própria criança resolva os seus problemas. Tudo isso deve ser feito sem nenhuma força física. Ressaltou também: “Nós não somos facilitadores da aprendizagem, somos desafiadores das dificuldades.”

Foi tratado também da chamada Síndrome da Privação Cultural, ou seja, a criança é privada da própria cultura, pois o mundo não está sendo explicado para ela. Um exemplo disso é quando uma criança de 10 anos, que provavelmente já sabe sistema monetário, mas não lhe foi explicado como isso funciona no seu cotidiano. Portanto, esse conhecimento fica só na teoria e não é interiorizado,

Outros exemplos dessa mesma síndrome são os de crianças que ficam sozinhas; as que assistem à televisão o dia inteiro ou aquelas viciadas em vídeo-games. Entende-se então que é imprescindível tempo de mais qualidade para que haja uma boa aprendizagem.

Quanto ao papel do professor, Marcos Méier alertou que ele deve procurar, sempre que possível, desenvolver a autonomia do aluno e não tem que lhe ensinar, pois quanto mais o aluno aprende mais ele se apropria da cultura. “O verdadeiro mestre é aquele que ensina autonomia.”

Na mesma linha temática o palestrante apresentou-nos as fases da autonomia assim divididas:

Anomia - a fase do bebê- não há regras, nem limites;

Heteronomia- há excesso de normas, regras, limites que vêm do outro.

Autonomia – quando a criança já interiorizou e compreendeu todas as regras

Se todas as etapas forem desenvolvidas, a criança já possui autonomia, daí ela consegue ter percepção das coisas, o que torna possível a aprendizagem.

Em outro momento, Marcos Méier voltou-se mais para o fator emocional em que ele aborda a falta de afeto como sendo altamente prejudicial tanto para a criança, adultos e inclusive idosos. Explica que a criança necessita de afeto para desenvolver a sua autonomia. Já o adulto, embora precise muito, procura “disfarçar” essa carência afetiva o que não se dá com o idoso, pois esses fazem questão do toque, da proximidade. Quando há falta de afeto, de contato, de amor temos como resultado a depressão.

Ao se referir à Educação Infantil, Marcos Méier chamou a atenção dos ouvintes para as áreas (física, emocional e cognitiva) que devem ser trabalhadas no aluno. As sensações – os sentidos – são muito importantes, visto que trazem experiências anteriores, e a aprendizagem da linguagem e da escrita é o efeito colateral.

Quanto ao ciclo de aprendizagem, Marcos Méier o distribuiu assim:

1º. ) Aula- memória de curto prazo – a pessoa logo esquece o que foi apresentado.

2º. ) Lição de casa- memória de longo prazo- repetição do que foi explicado em aula

3º. ) Sono profundo- fixação- o que há na memória de longo prazo é fixado durante o sono

Um dos itens bem interessantes de se observar foi o de que dever de casa ainda é um dos recursos mais importantes para que a criança possa apreender, pois esse simples hábito de repetição é que vai construir a aprendizagem. Destacou também o hábito de seis semanas de repetição diária.

Marcos Méier observou que o adolescente não cria vínculo, para ele tudo é superficial, por isso devemos estar atentos a esse tipo de comportamento.

Citou que o trabalho, às vezes, não tem que ter prazer, mas sim, realização

Finalizou dizendo que as crianças, hoje em dia, não têm sono profundo, dormem pouco; logo não conseguem ter fixado aquilo que lhes foi explicado durante as aulas. Isso talvez se deva a tantas ocupações ou distrações a que são submetidos.

O nosso palestrante deixou claro que a apresentação de uma alternativa melhor não acarreta mudança nem faz as pessoas mudarem, mas sim, quando a dor de permanecer for maior do que a de mudar.

Portanto, é mister saber avaliar o que traz mais alegria ou lucro e optar , porém, tratando-se de crianças, adolescentes, jovens, entende-se que o melhor caminho é o professor, pais e todos os envolvidos no processo educacional inteirarem-se do assunto e dar uma orientação melhor e segura àqueles que realmente necessitam.


Professora Walknéia da Rocha Constantino.