segunda-feira, 19 de maio de 2014

O aprendizado no primeiro ano de vida do bebê


Disponível em: www.alobebe.com.br




O bebê, novo habitante de um lar, antes de tudo, deve se sentir seguro e amado. É claro que pais, mães, avós, tios, enfim, todos os que o rodeiam, tratarão de supri-lo com o mais puro amor. No entanto, é preciso observar alguns pontos fundamentais para que esse amor seja canalizado da forma correta e surta efeitos maravilhosos no futuro. Ingredientes indispensáveis para a formação de um adulto equilibrado, com a saúde emocional em dia.

Um bebê, como todo ser humano, precisa de uma certa rotina. Isso pode muito bem acontecer logo nos seus primeiros três meses de vida, quando papais e mamães estipularem horários relativamente fixos para o banho, a troca de fraldas, as mamadas.

No primeiro ano de vida, o pequeno anjinho começa a ter diversas sensações. Nos primeiros meses de vida é importante conversar com o bebê, cantar músicas de ninar, sorrir, tocar seu corpo e levantá-lo para que possa ver tudo à sua volta são procedimentos que irão encantá-lo verdadeiramente. Eles ficarão ainda mais fascinados se, ao redor, houver móbiles de berço e brinquedos que se movimentam ao simples toque, ou mesmo puxados por cordinhas.
O bebê vai crescendo e sua tênue rotina diária não deve ser alterada: respeitar os horários para higiene, alimentação e sono é mais do que imprescindível. Antes de 1 ano de idade, o bebê deve começar a ter noções de limite: é hora de introduzir o "não" em sua vida, por meio de frases curtas, com voz baixa e firme.

Mais do que nunca, um bebê entre 6 meses e 1 ano de vida vai ser fiel ao seu chocalho e mordedor. É muito gratificante brincar com ele na hora do banho ou mesmo nas refeições, colocando em sua mãozinha alimentos pequeninos e coloridos, o que desenvolve a segurança. Aliás, segurança e liberdade são as coisas mais importantes no primeiro ano de vida. Para tanto, o bebê vai lançar mão de objetos sonoros e brinquedos móveis que permitem toda uma "exploração lúdica" (bolas, cubos de tecido, pião, triciclos etc.), os quais farão que ele se arraste, para conseguir pegá-los.

Próximo dos 12 meses, passeios ao ar livre, que propiciam uma ampla visão do mundo externo, inclusive fazendo-o perceber que a mãe é um ser separado dele, serão muito bem-vindos, embora ele deva perceber que os seus "protetores" estão sempre por perto.

Conversar e contar histórias aos bebês nos primeiros meses de vida é uma experiência fascinante para ambas as partes.

Brincadeiras com imitações, pequenas palhaçadas, músicas, cantorias, e auxílio de livros e revistas com cores vibrantes ajudarão muito nessa deliciosa tarefa nos primeiros meses de vida.

Enfim, o mais importante no primeiro ano de vida é o desenvolvimento das sensações, a descoberta do andar, pegar, rir. É todo um conjunto de precioso aprendizado, ao qual o pequeno deve ser estimulado da melhor maneira possível.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

16 de Abril: Dia da Campanha da Voz

Disponível em: http://www.qdivertido.com.br

• Voz é emoção e expressão! Fique atento à voz de sua criança.

• A rouquidão constante não é normal. Ela não faz parte do desenvolvimento do uma criança sadia.

• A rouquidão pode acompanhar problemas de vias aéreas como rinite, sinusite, amigdalite, faringite e bronquite, porém é transitória e não deve durar mais do que 15 dias. Qualquer rouquidão que dure mais do que 15 dias deve ser avaliada por um especialista, seja um otorrinolaringologista, seja um fonoaudiólogo.

• Podem existir problemas vocais de nascença (congênitos) que justifiquem o fato de uma criança apresentar, desde pequenina, até mesmo no choro, uma voz rouca, fina ou grossa demais. Nesses casos, a criança também deverá ser avaliada por um especialista.

• Alterações de voz podem acompanhar dificuldades de fala e linguagem (troca ou omissão de sons, dificuldades para expressar-se com clareza, etc.);de alfabetização;de respiração (como “carne esponjosa no nariz” - adenóides aumentadas) e/ou de comportamento (crianças agitadas, sem concentração, inquietas, insatisfeitas e choronas).Às vezes, essas dificuldades chamam mais atenção do que a voz alterada.

• Diversos sinais indiretos podem indicar problemas de voz. Alguns deles são familiares, mas podem ser reduzidos quando identificados precocemente e tratados adequadamente. As crianças tendem a imitar a voz dos adultos, portanto, observe sua própria voz: Você fica sempre rouco? Fala gritando o tempo todo? Você fala junto com os outros? Você dá chance para seus filhos ou alunos falarem? Suas veias saltam no pescoço quando você fala? Você fica sem ar no final de uma frase? Fala sem parar para respirar ou engolir? Sente a garganta seca, ardendo, queimando ou tem pigarros constantes? Acorda com a voz rouca? Chega ao final do dia sem voz? Os outros pedem para você falar mais baixo?

É importante oferecer uma situação de comunicação, na qual a criança sinta-se ouvida. Caso contrário, ela irá gritar na tentativa de ser compreendida e valorizada. É responsabilidade da família e da escola criar um ambiente positivo de comunicação. Um problema da voz pode ser conseqüência outras dificuldades da criança, como por   exemplo refletir uma situação difícil que ela esteja vivendo em seu meio familiar ou na escola. Portanto, considere também tais aspectos.

Referência Bibliográfica: Behlau, M. et al.Higiene Vocal Infantil. São Paulo. Ed.Lovise, 1997.

Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – SBFa
Rua Barão do Bananal, 819 – São Paulo, SP – 05024-000
Site- http://www.sbfa.org.br/

terça-feira, 11 de março de 2014

Montar ambiente de estudo para os filhos

Texto por Felipe Demartini e Maíra Zanutto Fotos Marinheiro Manso.
Disponível em: www.alobebe.com.br

A montagem de um ambiente de estudo pode parecer simples, mas exige uma série de cuidados e atenção especial aos detalhes, que são capazes de influenciar o desempenho escolar dos pequenos. Mais que encontrar um lugar quieto e reservado, é preciso que a criança entenda que aquele ambiente é específico para os estudos, e que os momentos entre os livros não devem ser misturados a outras atividades.

Para Adilson Garcia, professor e diretor do Colégio Vértice, em São Paulo, o ambiente ideal depende da dinâmica da casa. "É importante que o momento de estudo se transforme em uma rotina para a criança, com horário e local bem definidos." Os pais devem respeitar estes momentos e auxiliar a criança na disciplina, fazendo-a entender que a educação é importante. "A criança deve sentir que está aprendendo para se sentir estimulada", completa o educador.



Qualquer que seja o ambiente, é fundamental que a criança esteja confortável. O ambiente de estudo deve ter boa iluminação, escrivaninha e cadeira adequadas, e ficar longe de fontes de distração como TVs e outros equipamentos eletrônicos. A internet pode ser utilizada, mas apenas como material de apoio e pesquisa. A família deve auxiliar na organização do ambiente de estudo das crianças, para que não seja necessário sair da mesa para buscar outros materiais.

O envolvimento da família com o estudo, porém, termina por aí. "A criança deve transitar sozinha pela lição de casa. Em caso de dúvidas, os pais podem sugerir onde encontrar as respostas, mas nunca fazer a tarefa pelos filhos. Críticas e comentários negativos também devem ser evitados, para manter os pequenos estimulados", completa Garcia.

O ambiente de estudo na prática

Quando chega da escola, Ana Clara Amorim, de seis anos, vai direto para a mesa de estudos montada em seu quarto. A menina fica no ambiente de estudo por cerca de meia hora fazendo a lição de casa. Os materiais são organizados pela própria criança, em gavetas específicas e com fácil acesso. 

"Minha preocupação era proporcionar um ambiente de estudo no qual minha filha se sentisse confortável e que tivesse uma história", conta a mãe Rosane Muniz. O móvel, que hoje é uma escrivaninha, foi usado também como trocador quando Ana Clara era mais nova, e foi adaptado a partir de uma antiga estante.

Rosane afirma não precisar mandar a filha fazer a lição. "Ela adora vir para o cantinho dela assim que chega da escola, e faz tudo sozinha. Quando termina, fica muito feliz de me mostrar o resultado", conta a mãe. Ana Clara tem consciência de que a mesa do quarto é apenas para o estudo.

Acertando na escolha para o ambiente de estudo

De acordo com Luis Carlos Paschoarelli, ergonomista e professor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp (Universidade Estadual Paulista), a montagem de um ambiente de estudo deve começar pela cadeira. "A criança deve estar com os pés apoiados no chão, com o bumbum e as coxas apoiadas no assento, que deve ter uma angulação de três a cinco graus para trás", explica. 

"Assim não há esforço na coluna."Outros aspectos também são importantes na hora de escolher a cadeira. O encosto deve ficar a 15 cm de altura do assento e com, no máximo, 105 graus de angulação entre os dois. Para o especialista, apoios de braço e estofamento não são necessários. "A criança não vai passar tanto tempo estudando. Esse tipo de acessório é essencial apenas para atividades funcionais."

A criança deve se sentar com os braços relaxados e em um ângulo de 90 graus em relação ao corpo. A altura do cotovelo até o chão é a medida ideal para a mesa. "Para desenho e escrita, a mesa pode ficar reta. Para atividades de leitura, um móvel com 15 graus de inclinação reduz o esforço na coluna, mas este recurso não é essencial", comenta Paschoarelli.

Para o professor, porém, o fundamental é dar treinamento aos pequenos para que eles conheçam a postura correta ao sentar."A criança deve saber reconhecer quando está com uma postura incorreta. Esse é um ensinamento que ultrapassa a escola, fica para a vida", completa.

Mão na massa para montar o ambiente de estudos

Pequenos detalhes fazem toda a diferença. Por isso, reunimos algumas dicas do que é essencial para montar o ambiente de estudo do seu filho:

Iluminação

No ambiente de estudos do seu filhos, procure posicionar a bancada próxima à janela, para proporcionar ventilação e luz natural. À noite, as lâmpadas centrais do quarto não são suficientes; é preciso utilizar uma luminária articulável. "Assim, dá para direcionar a luz para baixo, diretamente na superfície, ou em direção à parede", explica a arquiteta Ignez Ferraz. A luz nunca deve atingir diretamente o olho da criança.

Preste atenção também ao tipo de lâmpada utilizada no ambiente de estudo. "As ideais são as incandescentes, que produzem luz amarelada", afirma Ignez. As fluorescentes brancas podem atrapalhar a criança porque iluminam de forma não contínua, piscando discretamente, além de deformar as cores. 

A última dica é o posicionamento da luminária. Se a criança for destra, a fonte de luz deve estar posicionada à sua esquerda. Assim, a sombra produzida não irá atrapalhá-la. Se ela for canhota, a luminária deve estar do lado direito.

Adeus sujeira

Crianças costumam ser bastante desastradas, principalmente as mais novas. É normal deixarem rastros de canetinha e lápis pela bancada. Ao optar por materiais laváveis, isso não será problema.

Para a superfície da mesa, opte pelo laminado melamínico - a marca mais conhecida do material é a Fórmica. Basta passar um pano com álcool que os riscos de canetinha desaparecem. "Se a mesa for de madeira, só é possível limpá-la raspando e envernizando a superfície", explica Ignez.

Tudo no lugar no ambiente de estudos

Na opinião da arquiteta, quando existe um espaço em que cada coisa tem o seu lugar, a criança tende a ficar mais organizada. Por isso, ela recomenda que as gavetas sejam divididas, para que o material seja separado por categorias. É possível também planejar o tamanho delas de acordo com o papel com o qual a criança trabalha - folha A4 ou cartolina, por exemplo.

"Também costumo fazer uma espécie de canaleta ao fundo da mesa e encostada na parede. Tudo que a criança precisa fica à vista", explica. O acessório tem espaços divididos de acordo com o material. Para transformar a parede ou parte dela em um painel cheio de ímãs, onde é possível colocar lembretes e fotos, os fabricantes oferecem um novo tipo de tinta magnetizada. Basta aplicar com uma segunda mão de tinta colorida.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

21% dos alunos dizem agredir colegas


     O bullying é uma realidade nas escolas brasileiras. Especialistas dizem que prática não é combatida adequadamente

Adriana Czelusniak
Guilherme Dobrezanski Marques, ex-vítima do bullying e ativista contra a prática

     Esculachar, zoar, intimidar e caçoar são verbos conjugados na prática por alunos das escolas brasileiras. Agressões contra os colegas são admitidas por 20,8% dos estudantes. O resultado faz parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), que ouviu cerca de 100 mil jovens de 13 a 15 anos matriculados no 9.º ano do ensino fundamental em escolas de todo o país.
O estudo também revela que 35,4% dos alunos confirmam ter sido agredidos, humilhados ou hostilizados pelos colegas nos 30 dias que antecederam a pesquisa, feita entre abril e setembro de 2012. Nesse cenário, 7,2% disseram que a prática é frequente e 28,2% afirmaram que ocorre raramente ou às vezes.
     Ainda segundo a pesquisa, o bullying atinge mais os meninos e mostra-se mais recorrente nas escolas privadas do que nas públicas. A Pense foi feita a partir de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Enquanto o governo avança, buscando conhecer a dimensão do problema entre alunos das diferentes regiões do país, as políticas públicas não acompanham. Para o psicólogo Cloves Amorim, professor de Psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), todos os projetos de lei que tratam do tema são “péssimos e equivocados”, pois têm o princípio do diagnóstico e da punição, quando deveriam promover a prevenção, propondo uma cultura de paz nas escolas.
    “São matérias originadas no calor de eventos, quando políticos oportunistas correram para elaborar leis que são frágeis conceitualmente e que não têm clareza do fenômeno”, avalia Amorim.

Vítima

 

     A forma como o governo atua contra o bullying também precisa melhorar na opinião de Guilherme Dobrezanski Marques, que conviveu com o bullying nos anos escolares principalmente por ser “tímido e franzino”. Hoje, Marques tem 25 anos e, formado em Direito, estuda o tema em sua dissertação de mestrado. “Os projetos de lei criminalizam o bullying, o que é errado. O bullying se combate com educação e com a qualificação das instituições de ensino para lidarem com ele. Não com punições”, diz.
     De forma geral, as escolas não se mostram preparadas para lidar com a questão. Marques diz que, nos tempos de agressões, nunca pediu socorro, pois tudo ocorria na frente dos professores, que nunca interviram. “Fora do colégio, eu também não procurava ajuda, até porque é uma situação humilhante que você vai ter que se expor e, por vergonha, acaba não contando para alguém”, diz.

Bullying não é brincadeira

 

     O que diferencia o bullying de uma brincadeira é a intenção do agressor de causar sofrimento, a frequência das ofensas e o desequilíbrio de poder que leva à intimidação da vítima. O fato de ainda haver muita gente que encara o bullying com desdém atrapalha o enfrentamento ao problema. Achar que o bullying é frescura ou que se trata de uma dificuldade que torna a vítima mais forte é um erro comum, segundo o psicólogo Cloves Amorim. “O que mais se quer na vida é se sentir pertencente a um grupo, é conquistar a confiança de um igual e, por isso, é tão terrível quando os pares menosprezam”, diz a pedagoga Luciene Tognetta.

Relato

 

As punições não adiantaram e a violência continuou
Alexandre Saldanha, ex-vítima de bullying, autor do blog Bullying e Direito.

     “Fui vítima do bullying por quase toda a minha vida escolar. Dez anos de perseguições. Fui uma criança gordinha e com problemas motores que não conseguia jogar bola e nem era tão ágil para brincadeiras em grupo. No início, tudo acontecia dentro da sala de aula, durante o recreio e nas aulas de Educação Física. O problema foi levado para a coordenação pedagógica que sugeriu uma mudança de turma.
     Como os alunos interagiam, logo todos souberam dos apelidos e também começaram a ofender. Novamente o problema foi levado à orientação, que tomou duas mediadas errôneas. A primeira foi chamar alguns dos meus agressores para tomarem broncas e me pedirem desculpas. A segunda foi entrar em sala de aula e fazer os demais agressores pedirem desculpas a mim.
     Essas “medidas pedagógicas” pioraram a situação. Além de fomentar o ódio dos demais alunos, meus apelidos se espalharam pelo bloco inteiro e eu me isolei dos alunos na hora do recreio para não ser ridicularizado.
     Fui transferido de instituição porque se tornou insuportável a permanência lá. Desde então, decidi que estudaria a fundo uma forma de proteger quem sofre este tipo de agressão. Há sete anos me dedico a pesquisas científicas sobre o bullying sob a ótica do Direito e, em 2011, fundei a Liga Antibullying, hoje com mais de 300 membros.”

Como lidar

 

Confira as principais orientações para combater o bullying:

• Leia sobre o assunto e insira o tema em conversas com os filhos. Usar exemplos noticiados pelos jornais pode ser uma boa maneira de começar um diálogo.
• Manifeste apoio e atenção ao tomar conhecimento de algum caso. Mostre que seu filho pode se sentir seguro e que vai protegê-lo.
• Procure a coordenação ou direção da escola, mas tenha calma para tentar encontrar uma solução em conjunto. Não procure os pais do possível agressor para tirar satisfação, eles podem agir de forma negativa e a situação ficar mais difícil.

Fonte: especialistas entrevistados.

Definição

 

     A definição usada na pesquisa Pense considera o bullying (do inglês, bully = valentão, brigão) como comportamentos com diversos níveis de violência, que vão desde chateações inoportunas ou hostis até fatos francamente agressivos, sob forma verbal ou não, intencionais e repetidas, sem motivação aparente, provocados por um ou mais alunos em relação a outros, causando dor, angústia, exclusão, humilhação, discriminação, entre outras sensações.
“O bullying está atrelado ao dano e não à prática. Não basta haver um ato ofensivo se a vítima não se abalou o suficiente ao ponto de se sentir inferiorizada ou deprimida. Apelidos e xingamentos são comuns no ambiente escolar, se a vítima sabe lidar com isso, não se abala e revida, não é bullying.”

Guilherme Dobrezanski Marques, ex-vítima do bullying e ativista contra a prática.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/m/conteudo.phtml?tl=1&id=1393102&tit=21-dos-alunos-dizem-agredir-colegas

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Dicas para melhorar a vida de uma criança com TDAH:


POR: LETÍCIA GONÇALVES - PUBLICADO EM 25/02/2013
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é o transtorno psiquiátrico mais comum não-diagnosticado entre os adultos e um dos mais prevalentes na população mundial: 3 a 5% de adultos e crianças apresentam o problema, segundo o psicólogo clínico Ronaldo Ramos, diretor executivo da Associação Brasileira de TDAH. Um novo levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também mostra que o consumo do medicamento metilfenidato, usado para o tratamento de hiperatividade, cresceu 75% de 2009 a 2011 por crianças com idades entre seis a 16 anos.
"O uso de medicação contra TDAH pode ser iniciado por volta dos oito anos de idade, de forma a estimular uma maior produção de neurotransmissores no cérebro da criança e melhorar a atenção", explica o psicólogo Ronaldo. Mas é preciso fazer um diagnóstico preciso da doença antes e - se realmente for detectado o problema - aliar ao tratamento medicamentoso terapias e alguns hábitos diários. Confira o que especialistas recomendam aos pais e responsáveis para melhorar o convívio, o bem-estar e o desenvolvimento da criança.


Regras são necessárias:

A neuropsiquiatra Evelyn Vinocur, especialista em TDAH, dá a seguinte recomendação: "Estabeleça regras de modo simples e específico e escreva-as em post-its que fiquem em locais de fácil visão para o seu filho". Você também pode pedir para que ele repita as instruções, de forma a fixá-las, mas sem esbravejar - sempre com paciência.
Segundo o psiquiatra infantil Gustavo Teixeira, professor visitante do Departament of Special Education da Bridgewater State University, nos Estados Unidos, crianças com TDAH apresentam dificuldade em se organizar, são "esquecidas". "Devemos auxiliar com estratégias que prendam a atenção e as façam se lembrar de compromissos e regras", explica o médico.

Reforço positivo:


          Gustavo Teixeira conta que elogios são bons exemplos de reforço positivo em casos de bons comportamentos: "Vamos lá", "você consegue", "parabéns", "bom trabalho". Fique atento a todas as oportunidades para elogiar sempre que ele fizer algo corretamente. "Mas tenha cuidado para não exagerar demais quando há pequenos acertos, pois ele vai perceber", comenta Evelyn Vinocur. Procure elogiar o que há de melhor na criança.

Limite de críticas:

      Se não for possível elogiar o comportamento, dê um retorno mesmo assim - sempre por meio de um diálogo. Lembre-se de que isso não é um passe livre para criticar demais a criança, mas sim esclarecer o que seria mais apropriado e esperado dela naquele momento. "Criticar demais prejudica a autoestima da criança, que é ainda mais vulnerável por causa do TDAH", explica o psiquiatra infantil Gustavo. Cobre empenho e não resultados.

Planeje as atividades:

"Crianças com TDAH apresentam dificuldade em gerenciar o tempo e se organizar em qualquer atividade", explica Gustavo Teixeira. Por isso, ajude o seu filho a mudar de forma suave e gradativa, planejando com antecedência as atividades. Procure também preparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina, como festas, mudanças de escola ou de residência.

Paciência e humor:

É verdade que todos os pais precisam ter muita paciência e bom humor para educar os seus filhos, mas pais de crianças com TDAH precisam reforçar um pouco mais esse cuidado. Pode ser difícil entender algumas atitudes impulsivas da criança, que tende a agir e falar em alguns momentos sem pensar ou a não prestar atenção em assuntos importantes. "Com senso de humor e calma, você terá condições de evitar conflitos", sugere Evelyn Vinocur.

Respeito e compreensão:

"Tenha sempre em mente que você está lidando com uma condição médica que seu filho tem e não com uma falha de caráter", afirma Evelyn Vinocur. Espere que seu filho tenha dias bons e ruins, mas lembre-se de que culpar o seu filho, você ou seu companheiro não vai ajudar em nada. "Todos vocês estão juntos no mesmo barco e fazendo o melhor que podem", diz a neuropsiquiatra.
Não se esqueça de que seu filho está tentando corresponder às expectativas, mas às vezes não consegue por conta das características do TDAH. Procure não desanimar diante dos obstáculos. Converse bastante com especialistas para se sentir melhor e mais seguro diante de suas atitudes com a criança.
 

Seja objetivo:

Mantenha limites claros e consistentes, olhando nos olhos da criança sempre que for falar e relembrando-os com frequência. "Não fale muito nem seja mole demais - responda com clareza a ação apropriada", sugere Evelyn Vinocur. Dessa forma, você facilita o entendimento e a compreensão das regras.

Evite comparações:

Se você tem mais de um filho, não faça comparações entre eles. "Cada criança tem suas facilidades ou dificuldades específicas e fazer comparações pode estimular a competição entre elas e prejudicar a autoestima", esclarece o psiquiatra infantil Gustavo.

Saiba o que a criança está sentindo:

Não sabe como? O diálogo é sempre o melhor caminho. "Conversar, explicar, orientar, apoiar e procurar entender as dificuldades da criança é fundamental para ajudar no desenvolvimento acadêmico e social", afirma Gustavo Teixeira. Nessas conversas, procure sempre perguntar do que a criança precisa e o que está achando das coisas. É claro que não vai dar para atender a todos os pedidos dela, mas é possível estabelecer acordos.

Atividades sempre finalizadas:

Ensine a criança a não interromper as atividades. O psicólogo clínico Ronaldo Ramos, diretor executivo da Associação Brasileira de TDAH, conta que a criança com a doença tem dificuldade de completar tarefas porque há outros estímulos dentro do ambiente que ela está que chamam a sua atenção, dificultando o foco. "Procure estabelecer um período certo para a tarefa que não seja muito prolongado, incluindo também alguns momentos de descanso entre uma atividade e outra", sugere o especialista.

Quarto sem estímulos exagerados:

O quarto não pode ser um lugar repleto de elementos que vão desviar o foco da criança, como brinquedos, pôsteres, etc. "Isso não quer dizer que não é possível decorar o ambiente do seu filho, mas sim que é preciso isolar alguns locais específicos", explica o psicólogo Ronaldo, que dá um exemplo: o canto onde a criança vai estudar precisa ser uma escrivaninha com poucos objetos em cima e sem muitos pôsteres na parede. "Esse cuidado é uma forma de melhorar o rendimento da atenção."

Estimule a pratica de atividades físicas:

A criança com TDAH que tem agitação psicomotora pode se beneficiar dos exercícios físicos. "É bom intercalar atividades mais calmas com atividade física, como forma de lazer e para gastar um pouco da energia e diminuir a agitação", explica Ronaldo Ramos. Mas é importante estabelecer regras: pode jogar futebol por uma hora, por exemplo, e não durante mais de quatro horas seguidas. "A criança pode não ter limites se gostar muito da atividade, a ponto de não se dedicar a outras atividades e ficar exausta", conta o psicólogo.

Estimule amizades:

É por meio do contato com outras crianças que o seu filho também irá aprender algumas regras de sociabilidade e estabelecer limites para suas atitudes. "As crianças hiperativas falam tudo o que vem à cabeça, sem filtrar, e podem se tornar desagradáveis nos relacionamentos", diz o psicólogo Ronaldo. "Já as crianças que são mais desatentas tendem a ser mais introspectivas, precisando de um estímulo para se relacionar." Procure sempre conversar com os professores da escola para saber como anda o convívio do seu filho com os colegas e o comportamento de todos.

Estimule a independência:

É nos pais que a criança com TDAH encontra um porto seguro que está sempre à disposição para ajudá-la a se organizar, a agir e a não perder o foco. "Não é errado, mas é preciso fazer com que ela aos poucos se lembre das regras e se organize sozinha", recomenda Ronaldo Ramos.

Brincadeiras com jogos e regras:

Além de serem divertidas, essas brincadeiras desenvolvem a atenção da criança e permitem que ela se organize por meio de regras e limites. Desse modo, o filho aprende a participar e a compreender momentos de vitória, empate e de derrota.

Recarregue a "bateria":

Algumas crianças com TDAH podem descarregar a energia rapidamente. Se for o caso do seu filho, procure sempre incluir momentos na rotina para recarregar a disposição: um simples cochilo durante o dia, o hábito de passear com o cachorro, um fim de semana diferente longe de casa, entre outras atividades. Descubra como a sua criança pode se sentir melhor.

Para melhor saber sobre crianças com TDAH acesse:
http://www.universotdah.com.br/

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Educação ambiental para crianças:

Disponível em: www.alobebe.com.br
 

     A consciência vigilante é um dos pilares de todo trabalho de preservação ambiental, ou seja, usar sem abusar dos recursos naturais e respeitar limites em função da sobrevivência da espécie. O alcance desse objetivo está intimamente ligado à educação, num processo onde a interação entre escola e comunidade é fundamental para o sucesso de qualquer projeto.

     É na escola que são preparados os adultos do futuro, líderes e profissionais que irão atuar na comunidade. É a essência da descoberta das riquezas, da pluralidade ambiental e dos alertas sobre a destruição, reunindo ferramentas formais e informais, que irá despertar nas crianças de hoje e adultos de amanhã a responsabilidade para preservar o meio ambiente.

     Educadores preocupados com a questão ambiental acreditam que crianças e jovens ainda são os melhores elementos sensibilizadores e defensores da natureza, pelos traços de imaginação, criatividade e potencial que conjugam nessa fase da vida.

     O que esses educadores defendem? A oferta de oportunidades para que crianças e adolescentes possam conhecer, viver e sentir a natureza de forma consciente. As informações sobre o meio ambiente, a necessária adoção de políticas para a sua preservação e modelos possíveis de desenvolvimento sustentável são temas que permeiam as mais diversas disciplinas escolares. A consciência coletiva só tem a ganhar com a introdução da educação ambiental nas escolas.

Como acontece a educação ambiental na escola:


     No espaço social da escola, exemplos do que se faz e se deixa de fazer ganham dimensão diferenciada com vivências práticas. A compreensão dos fenômenos naturais, das ações humanas e suas consequências para o planeta são pontos de partida para a formação de comportamentos sociais construtivos. É muito importante, contextualizar os conteúdos ambientais tendo como referência a realidade da comunidade local.
 
     Em todos os níveis de ensino, a educação ambiental deve ser praticada de forma sistemática e interdisciplinar, asseguram os especialistas. O caminho para a educação ambiental é associar economia e ecologia, mostrando às crianças e jovens que disciplina e racionalização no uso dos recursos naturais, solo e água, espaços urbanos e rurais, com a participação de toda a comunidade, é a única forma de preservar a própria espécie, os seres vivos e, enfim, a qualidade de vida no Planeta Terra.

Conceitos importantes na educação ambiental:


•    O que é meio ambiente?
Local habitável, espaço físico, natural ou construído, que envolve os seres vivos, com todos os seus companheiros físicos e químicos. 

 •    O que é ecossistema?
É o conjunto formado pelo ambiente físico, os seres vivos que nele estão e os demais fatores que nele atuam. A terra é um grande ecossistema, um conjunto de outros ecossistemas. A floresta, por exemplo, é um desses ecossistemas menores. As cadeias alimentares são outro ecossistema.  

•    O que significa ecologia?
Ciência que estuda as relações entre os seres vivos e o ambiente. Pode significar também o movimento social e político em defesa da preservação ambiental.  

•    O que é desenvolvimento sustentável?
O que se pode manter, conservar, preservar, sem esgotar. Exemplo disso é o processo de reciclagem. É um fator de equilíbrio na natureza. 

•    Como se define equilíbrio ambiental?
Como um conjunto de interações que buscam menor gasto energético, compensando entradas e saídas de materiais e energia. Os desequilíbrios comprometem o bem-estar e a sobrevivência dos seres vivos. O ser humano é a única espécie que pode alterar drasticamente as condições ambientais. Por isso, é preciso planejar as nossas ações e ter consciência de suas consequências. 

•    E os recursos hídricos?
Dos três quartos de água que cobrem a terra, 97% estão nos oceanos e apenas 3% são água doce, sendo 2% geleiras inacessíveis. Resta apenas 1% de água disponível, sob a terra, em rios e lagos. O Brasil tem 8% de toda a água doce disponível no planeta. A água é essencial à sobrevivência e todos os seres vivos dependem dela. O uso inadequado da água e o desperdício podem levar ao esgotamento das reservar hídricas do planeta em poucos anos.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dicas para você ajudar o seu filho a ler escrever

Veja as melhores dicas para seu pequeno aprender a gostar de ler e escrever desde cedo:
Marina Lucchesi / Edição: MdeMulher

O processo de escolarização e alfabetização pode ser reforçado em casa.


     Você sabia que o ideal é incentivar seu filho a ler desde bebê? Quando crianças ouvem histórias contadas pelos pais, começam a entender coisas básicas. Aprendem que a leitura é feita da esquerda para a direita, veem a diferença entre palavras e desenhos...Confira outras dicas:


Como deixar o processo mais divertido?
Faça brincadeiras para seu filho gostar de ler e escrever. Pendure uma lousa na sua casa, brinque de fazer ditados ou palavras cruzadas e torne a missão algo alegre.
Como faço para estimular meu filho a ler?
O pedagogo Luca Rischbieter afirma que as crianças imitam os pais e é preciso dar o exemplo. Tenha em casa, à mão, revistas, livros e jornais. Leia e comente com ele a respeito das coisas novas que descobriu após a leitura.
O que posso fazer para ajudar meu filho a escrever?
Tenha sempre espalhado pela casa lápis, canetas, lápis de cor e papel. Escreva bilhetinhos, peça a ajuda dele para escrever a lista de supermercado e montar álbuns de fotos com legendas. Ele vai adorar.
A letra do meu filho é muito feia. Isso é um problema?
Não. Quando a criança está começando a escrever, ainda não tem tanta habilidade. Com o passar do tempo, vai adquirir prática e melhorar a letra. Observe atentamente a mão que ele usa para fazer outras atividades. Há casos de crianças canhotas que aprenderam a escrever com a mão direita e, por isso, não têm a letra muito bonita.
Devo me preocupar com a linguagem de internet?
Depende. Crianças que crescem em contato com livros infantis, contos e poesias conseguem entender e apreciar o uso da linguagem correta. É responsabilidade dos pais criar esse ambiente rico em cultura e ensinar aos pequenos que a linguagem de internet fica na internet!
Posso pressionar meu filho para ele aprender rápido?Não. Cada criança tem seu próprio ritmo. Com o tempo, ela absorve as informações. Evite compará-la também com outras crianças.
Disponível em www.abril.com.br