terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os avanços e desafios da relação ensino-aprendizagem

Armando Correa De Siqueira Neto

A educação, processo de desenvolvimento essencial ao ser humano, não é estática porque acompanha a evolução e, portanto, é dinâmica e adaptável a cada novo tempo que chega. Não obstante, são criados modelos de se educar que permanecem por determinado período – às vezes longo – nas famílias, escolas e organizações. Há uma constante preocupação quanto à validade de cada modelo, a sua obsolescência ou tempo de vida útil, levando muitos estudiosos a compreender o momento em que vive a sua sociedade e as novas demandas educacionais.

Quando se trata da educação no âmbito da formação escolar, veem-se constantes debates a respeito das formas mais adequadas para se promover as relações que permeiam o conhecimento. Percebe-se, cada vez melhor, a sutileza com que se processa a relação ensino-aprendizagem. Nomes consagrados do meio, a exemplo de Paulo Freire, revelam que "ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção".

Surgem, então, novos desafios para quem deseja construir métodos e estratégias educacionais de forma refinada, levando-se em conta a evolução pela qual trafegam mestre e aluno. Esse movimento não ocorre com facilidade, ou seja, opera-se uma revolução. Transformações desse porte causam o já conhecido caos, que só é descrito após a sua reorganização. Enquanto ele existe, pouco se percebe a respeito em virtude do furacão que se agita e dificulta a compreensão pelo tempo nele envolvido.

Ao focar esse tipo de desafio na vida escolar, devem-se levar em conta diversos aspectos colaboradores e de alta motivação, tais como:
- Considerar, enquanto avaliação preliminar, os alunos (o seu ambiente comum, os seus horários de estudo, idades e responsabilidades familiares e sociais, etc).

Observar o conhecimento prévio que cada aluno traz consigo, e as experiências. Relevar o fato de que este conhecimento já adquirido facilita a aquisição de novo saber, sem esquecer que deve haver o respeito para com a quantidade de novas informações a serem fornecidas diariamente.

No eixo da aprendizagem, encontram-se três elementos para adquirir o saber: qualidade, quantidade e tempo. Se há pouco tempo e opta-se pela qualidade, o resultado será baixa quantidade. Se a opção for pela quantidade, obter-se-á baixa qualidade. É uma escolha que deve ser feita mediante as condições existentes na programação escolar. Um bom planejamento deve prever essas condições para que possam gerar maiores êxitos.

Outro item importante é o conhecimento que o mestre tem, disponibilizando-o na construção do contato diário com os alunos. Boa formação profissional é sempre bem vinda. No entanto, deve-se lembrar que outros conhecimentos são também fundamentais, tal como o emprego das teorias e filosofias de liderança. Tem maior chance de facilitar o processo de ensino-aprendizagem o educador-líder ou líder-educador. Afinal este se conhece, conhece o outro e as mudanças que ocorrem ao longo da vida, exercitando a empatia e obtendo um diagnóstico constante de como os seus alunos aprendem, e ainda as suas dificuldades, anseios e as possíveis dificuldades de aprendizagem.

Alguns métodos facilitam e devem ser levados em conta: dinâmica de grupos para sensibilizar os alunos, discussão e construção do saber com maior participação (ainda que se inicie com raros alunos, tudo tem que ter o primeiro passo), elaboração criativa de apresentações sobre determinados conhecimentos (uso de recursos materiais e de idéias), recursos tecnológicos como projeções e aulas expositivas. Há, ainda, a preocupação do marketing pessoal que se forma, levando o aluno a se projetar no mercado de trabalho por suas habilidades: competências, aplicação prática, conhecimento e, consequentemente, o marketing da instituição de ensino, que é parte importante do currículo deste aluno. Logo, cria-se uma marca que identifica um bom lugar de formação e isso gera uma maior procura e crescimento decorrentes.

Organização e método podem complementar o arsenal do professor, criando uma estrutura de apoio além de atender ao funcionamento administrativo das organizações de ensino. Dessa forma, existe maior estabilidade e segurança, sem perder de vista a flexibilidade, para não se tornar rígido demais ou dificultar as mudanças e as novas adaptações evolutivas.

A atenção deve observar cada detalhe e servir como uma fonte de informações que se processa por meio da reflexão, que é sempre compartilhada na relação ensino-aprendizagem, levando ao desenvolvimento comunitário.

Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo, consultor, conferencista e escritor. Desenvolve treinamentos e é mestrando em Liderança.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ensinar tem cheiro de oficina

(Para refletir: Pais e Mestres)


Ensinar tem cheiro de oficina

Marcos Meier


Quando eu tinha cinco anos de idade, costumava ir a oficina de meu avô e explorar os mais intrigantes objetos. Ele era um sapateiro. Não daqueles que, heroicamente, vivem a custa de pequenos consertos em botas ou sapatos; ele os construía do couro bruto até a última pincelada de tinta preta. Eu sentia o cheiro do couro, da tinta, da cola e do pó. Com cinco anos de idade, a imagem de um homenzarrão de avental de couro e uma faca afiada na mão impunha muito respeito. Mostrava-me o couro cru sobre o balcão, os moldes, os cortes, as formas, as máquinas de lixar que ele próprio inventara e o processo de fabricação até o produto final sobre a prateleira.

Mas não era essa imagem rude que me fascinava. Era seu jeito carinhoso de pegar-me no colo, abrir um jornal e explicar com uma paciência enorme o som de cada sílaba e o nome de cada letra. Não havia uma didática especializada, não havia nenhum método pedagógico específico, mas fui alfabetizado. Aprendi a ver o mundo inteiro através daquelas páginas enormes suspensas no ar por mãos calejadas, rudes, ásperas.

O que fez a diferença? Por que ainda hoje lembro de sua voz, de suas correções e de seus elogios? Porque havia amor. As botas cano alto, os sapatos de salto ou o meu processo de alfabetização recebiam uma espécie de atenção que só existe naqueles que amam. Essa marca carrego ainda hoje. Lembro-me do carinho, da dedicação, das broncas e dos elogios.

Hoje meu jeito de ensinar esta impregnado pela memória de meu avo. Provoco meus alunos, aponto falhas, elogio seus progressos e acima de tudo, respeito-os.

Quando leciono, provoco reflexões, assumo o argumento contrário e luto por ele ate ser esmagado pela opinião bem fundamentada de meus alunos. Faço o contrário também. A síntese é construída por todos nós.

Quando apresento um conhecimento já elaborado por um autor, vou trocando idéias com meus alunos para que esse conhecimento possa ser incorporado, ligado, relacionado aquilo que eles próprios já construíram, possibilitando-lhes a aprendizagem significativa como diz o educador David Ausubel.

A maiêutica socrática em que uma ideia se faz nascer e em seguida e lapidada por meio de diálogo argumentativo é o tom de minhas conversas com os alunos.

Leciono em cursos de pós-graduação. Como trabalho final, os alunos precisam construir um texto. Escolhem o tema, a forma de desenvolver o artigo, as obras a serem pesquisadas, o problema a ser levantado e a hipótese a ser defendida ou negada. Esses alunos têm a possibilidade de criar, de serem autores. Em suas próprias vidas e isso que precisam constantemente fazer. Quando desistem desse projeto, tornam-se escravos da mídia, da sociedade capitalista, da ostentação dos bens materiais, da moda e do consumismo em detrimento dos valores humanos de solidariedade, amizade, tolerância e de luta por igualdade e justiça social.

Entretanto, surgem alunos que não "aderem" ao processo. Preferem aulas expositivas nas quais tudo e sintetizado e explicado de forma que possam, passivamente, receber as informações e anotá-las pensado que suas anotações, uma vez memorizadas, podem ser transformadas em notas. Triste realidade.

Os alunos que aderem ao processo são diferentes. São autores de sua própria história, como diria Paulo Freire. Assim, o desafio de alcançar os alunos passivos torna-se maior. É preciso dizer "não importa a nota, o que você veio fazer aqui?” "De que forma posso lhe ajudar?" Enfim, e preciso colocá-los no colo, abrir um jornal e carinhosamente ajudá-los a entender o mundo. Ajudá-los a perceber que não são as letras que importam, mas o que elas dizem. De vez em quando, uma bronca, uma provocação, uma pergunta para guardar. Outras vezes, é preciso mostrar o couro cru sobre o balcão e a bota de cano alto na prateleira, deixando que a imaginação preencha o espaço entre eles.

Meu avô faliu. A indústria de calçados aprendeu a fazer sapatos em série e a diminuir os preços. Ninguém mais queria suas botas e seus sapatos. Preferiam tênis ou sapatos que logo pudessem ser substituídos por outros mais modernos, "da moda". Entretanto, meu avô jamais foi um fracassado. Ele teve sucesso numa das maiores e mais significativas missões: educar.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A ESCOLA ALDEIA BETÂNIA APROVA ESTA IDEIA:

Fiscalização do uso da cadeirinha

Inicia no dia 1º de setembro a obrigatoriedade do equipamento

A partir de 1º de setembro de 2010, o uso da cadeirinha para o transporte de crianças no veículo será obrigatório. Neste dia, iniciam as ações de fiscalização por parte dos órgãos de trânsito para garantir que a medida seja colocada em prática. A regra foi estabelecida pela Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito, em maio de 2008, e estabeleceu que crianças de até sete anos e meio devem ser transportadas obrigatoriamente no banco traseiro e em dispositivos de retenção (bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação).

A ONG CRIANÇA SEGURA já vem desde 2001 alertando a sociedade para a importância do uso do equipamento. A ONG reconhece que a norma ainda necessita de ajustes, mas é um primeiro passo que deve ser comemorado. Estudos americanos mostram que cadeiras de segurança para crianças, quando instaladas e usadas corretamente, diminuem os riscos de óbito em até 71% em caso de acidente.

Mais do que estar na cadeirinha, a criança deve estar na cadeirinha correta

O uso do equipamento adequado deve ser observado com muita atenção, principalmente pelos responsáveis. O equipamento correto é aquele que leva em conta o peso da criança. Por este motivo, existem três modelos diferentes: o bebê conforto, a cadeirinha e o assento de elevação.

Além de adquirir o produto correto, de acordo com as indicações do fabricante, é essencial observar se o equipamento possui o Selo do Inmetro ou, no caso de produtos adquiridos fora do Brasil, se possuem certificação européia ou americana. A instalação correta também é essencial. Esse serviço geralmente é oferecido nas lojas onde esses produtos são adquiridos e os pais também podem buscar orientações no manual do produto.

Cinto de segurança

O uso do cinto de segurança não é a forma mais segura de transporte em veículos no caso de crianças com altura inferior a 1,45 cm. Por este motivo é que é indicado o uso do bebê conforto, da cadeirinha ou do assento de elevação. Uma questão polêmica que trouxe a resolução refere-se à instalação destes dispositivos, já que a maioria necessita do cinto de segurança de três pontos e grande parte da frota brasileira possui apenas o cinto de dois pontos no banco de trás dos veículos. “A norma brasileira para dispositivos de retenção de crianças é baseada na norma européia e por este motivo existe esta incompatibilidade do equipamento com o cinto. Para oferecer menor risco possível, a cadeirinha deve estar instalada de acordo com o manual e muitas vezes apenas o cinto de três pontos pode ser utilizado”, reforça Alessandra. Para ela, a informação deve ser levada em consideração também de forma preventiva: “A presença do cinto de três pontos deve ser encarada pelos pais e responsáveis como critério de escolha do modelo no momento da compra ou troca do automóvel, pois é mais seguro para todos os ocupantes”.

Guia da Cadeirinha


Veja qual é o tipo de cadeira de segurança mais adequado ao peso e à idade da criança.

Importante:

* Adquira sempre produtos certificados conforme normas européias, americanas ou brasileiras (selo do INMETRO). Na hora de adquirir uma cadeira de segurança dê preferência as lojas que ofereçam auxílio na instalação.

* Antes de comprar a cadeirinha, experimente instalá-la para ver se é apropriada para o cinto e assento do seu carro e peso da criança.

* Não reutilize cadeiras de segurança que já estiveram em um acidente de carro.

* Informações retiradas de www.criancasegura.org.br , acesse e confira mais informações.*

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vinte Dicas de Sucesso

1. Elogie três pessoas por dia.

2. Tenha um aperto de mão firme.

3. Olhe as pessoas nos olhos.

4. Gaste menos do que ganha.

5. Saiba perdoar a si e aos outros.

6. Trate os outros como gostaria de ser tratado.

7. Faça novos amigos.

8. Saiba guardar segredos.

9. Não adie uma alegria.

10. Surpreenda aqueles que você ama com presentes inesperados.

11. Sorria.

12. Aceite sempre uma mão estendida.

13. Pague suas contas em dia.

14. Não ore para pedir coisas; ore para agradecer e pedir sabedoria e coragem.

15. Dê as pessoas uma segunda chance.

16. Não tome uma decisão quando estiver cansado ou nervoso.

17. Respeite todas as coisas vivas, especialmente as indefesas.

18. Doe o melhor de si no seu trabalho.

19. Seja humilde, principalmente nas vitorias.

20. Jamais prive uma pessoa de esperança. Pode ser que ela só tenha isso.

Tente achar uma imagem para ilustrar o texto.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Alfabetizar é todo dia


O professor deve planejar com antecedência e constantemente as atividades de leitura e escrita. Por isso, manter-se atualizado com as novas pesquisas didáticas é essencial.


_________________________Foto: Ricardo Beliel

MÃO NA MASSA.
As crianças precisam ser confrontadas
com situações de escrita desde o início do processo.


Alfabetizar todos os alunos nas séries iniciais tem implicações em todo o desenvolvimento deles nos anos seguintes. Segundo a educadora Telma Weisz, supervisora do Programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, "a leitura e a escrita são o conteúdo central da escola e têm a função de incorporar a criança à cultura do grupo em que ela vive". Por isso, o desafio requer trabalho planejado, constante e diário, conhecimento sobre as teorias e atualização em relação a pesquisas sobre as didáticas específicas.


Esta edição especial traz o que há de mais consistente na área. Hoje se sabe que as crianças constroem simultaneamente conhecimentos sobre a escrita e a linguagem que se escreve. Conhecer as políticas públicas de Educação no país e seus instrumentos de avaliação é um meio de direcionar o trabalho. Um exemplo é a Provinha Brasil, que avalia se as crianças dominam a escrita e também seus usos e funções. Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda e Silva, o grande mérito do teste de avaliação que mede as competências das crianças na fase inicial de alfabetização é fornecer instrumentos para o professor interpretar os resultados, além de sugerir práticas pedagógicas eficazes para alcançá-los. "É um material que ajuda o professor na reflexão porque nenhuma avaliação serve para nada quando se limita a constatar. Ela só faz sentido para mudar práticas e identificar as dificuldades de cada aluno.”


E não há tempo a perder. No início do ano, como agora, a tarefa essencial é descobrir quais as hipóteses de escrita das crianças, mesmo antes que saibam ler e escrever convencionalmente. Assim, fica mais fácil acompanhar, durante o ano, a evolução individual para planejar as intervenções necessárias que permitam que todos efetivamente avancem. Essa sondagem inicial influi na distribuição da turma em grupos produtivos de trabalho.


Da mesma forma, organizar a rotina é imprescindível. Uma distribuição de atividades deve ser estabelecida com antecedência, contemplando trabalhos diários, sequências com prazos determinados e projetos que durem várias semanas ou meses. Ao montar essa programação, cabe ao professor abrir espaço para as quatro situações didáticas que, segundo as pesquisas, são essenciais para o sucesso na alfabetização: ler para os alunos, fazer com que eles leiam mesmo antes de saber ler, assumir a função de escriba para textos que a turma produz oralmente e promover situações que permitam a cada um deles escrever até que todos dominem de fato o sistema de escrita. Nesta edição, você encontra as bases teóricas e casos reais de professoras que obtiveram sucesso ao desenvolver cada uma das situações (com sugestões detalhadas de atividades).
Sabe-se, já há algum tempo, que as crianças começam a pensar na escrita muito antes de ingressar na escola. Por isso, precisam ter a oportunidade de colocar em prática esse saber, o que deve ser feito em atividades que estimulem a reflexão sobre o sistema alfabético. No livro Aprender a Ler e a Escrever, as educadoras Ana Teberosky e Teresa Colomer apontam que o desenvolvimento do aluno se dá “por reconstruções de conhecimentos anteriores, que dão lugar a novos saberes”. Essa condição está presente nos 12 planos de aula deste especial. Em todos, transparece a necessidade de abrir espaço para que a turma debata o que produz, permitindo que a reflexão leve a avanços nas hipóteses iniciais de cada estudante.

É fundamental levar para a escola as muitas fontes de texto que nos cercam no cotidiano, como livros, revistas, jornais, gibis, enciclopédias etc. Variedade é realmente fundamental para os alfabetizadores, que devem ainda abordar todos os gêneros de escrita (textos informativos, listas, contos e muito mais). E, nas atividades de produção de texto, a intervenção do professor é vital para negociar a passagem da linguagem oral, mais informal, à linguagem escrita.


Autoria: Telma Weisz, supervisora do Programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo / Texto retirado da Revista Nova Escola. Março/2009.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

A ludicidade e sua importância!



A ludicidade e sua importância no processo de ensino – aprendizagem

Brincar é tão importante para a criança como trabalhar é para o adulto. É o que a torna ativa, criativa e lhe dá oportunidade de se relacionar com os outros; também a faz mais feliz, por isso, mais propensa a ser bondosa, a amar o próximo e ser solidária.

Brincando ela desenvolve potencialidades, compara, analisa, nomeia, mede, cria, deduz. No entanto, o brincar tem suas etapas de desenvolvimento. De início, a criança começa sozinha, manipulando objetos; posteriormente, procura companheiros para brincadeiras paralelas (cada um com seu brinquedo) e, a partir do desenvolvimento do conceito de grupo, além de descobrir os prazeres e as frustrações de brincar com os outros, cresce emocionalmente. Mesmo quando ela ainda não sabe compartilhar, aprende a esperar sua vez e a interagir de forma mais organizada, respeitando regras e cumprindo normas.

A partir disto as atividades lúdicas, desenvolvidas na Escola, procuram estimular o entusiasmo, assim a criança fica alegre, vence obstáculos, desafia seus limites, despende energias, desenvolve a coordenação motora e o raciocínio lógico. Mas o mais importante é conseguir trabalhar o emocional, superando a frustração, resgatando valores como amizade, respeito, solidariedade, exercitando os direitos e os deveres, visando o progresso do processo de ensino-aprendizagem.

Educar a criança é criar condições para que ela se aproprie de formas de agir, de sentir e de se expressar; enquanto brinca, ela desenvolve afetividade, motricidade, imaginação, raciocínio e linguagem. De um modo geral, todos estes itens facilitam o aprendizado da leitura, da escrita, do pensamento lógico, da análise-síntese, do ritmo, da coordenação motora fina, entre outros.

Portanto, brincar não é um ato sem importância, mas sim, de socialização e preparo para o convívio social.

Com este intuito, procuramos, diariamente, resgatar as brincadeiras lúdicas como por exemplo a amarelinha e o caracol, que propiciam o desenvolvimento da lateralidade, orientação espacial, coordenação viso motora, tal como outras atividades que estimulam a percepção do esquema corporal, da análise e síntese visual e auditiva.

Com o avanço da tecnologia muitas brincadeiras conhecidas como “antigas” deixaram de fazer parte da vivência das crianças. Elas foram, facilmente, substituídas por jogos eletrônicos, celulares, maquiagens, entre tantos outros artigos coloridos e interessantes que “iluminam” os olhares das crianças. Não queremos ser extremistas, pois tudo que é dosado na medida certa tem efeitos positivos, mas é muito importante lembrarmos que “criança deve ser criança”!

Queremos convidá-los a vivenciar a ludicidade! Aproveitem as oportunidades! Abusem da imaginação, contando histórias, criando brincadeiras, resgatando aquilo que você mais gostava quando criança! Jogar bola, brincar de boneca, pular elástico, jogar bolinha de gude, brincar de casinha! Serão momentos de descontração, alegria, aprendizagem e troca de experiências que enriquecerão o convívio familiar!

Eliza Evelyn Winter

Coordenadora de Educação Infantil





segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bullyng, aqui esse mal não tem lugar!!!


O mal-estar causado por zombarias e violência corporal entre colegas de escola afeta a saúde física e emocional das crianças. Precisamos estar preparados para combater este mal.

O que é Bullying?

Sem tradução direta para o português, o termo é utilizado para designar violências físicas e psicológicas praticadas de forma recorrente por um indivíduo ou um grupo deles contra um mesmo colega, que acaba se tornando uma espécie de bode expiatório. Mais frequente na escola, mas nada impede que aconteça no condomínio, no bairro, na família e no trabalho; adultos também podem sofrer com esse tormento.

Essas atitudes têm consequências preocupantes para a saúde física e principalmente emocional de seus atores; tanto faz se são os agressores, as vítimas ou as testemunhas. E o que é pior: a intimidação, o medo e a vergonha sedimentam um pacto velado de silêncio entre os jovens. É comum que pais e educadores só se deem conta do que está acontecendo quando a situação chega a extremos.

Como detectar este tipo de comportamento?

O AGRESSOR:

Está entre a idade pré-escolar e a adolescência. É inseguro e tem dificuldade para fazer amigos, só que esconde a pouca empatia com atitudes agressivas ou dominadoras. Inteligente, sabe reconhecer suas vítimas. Provoca briga aonde vai, não se adapta às regras, espera que todos façam sua vontade, é pouco supervisionado por seus responsáveis e sofre com carência afetiva e pressão para ter sucesso.

A VÍTIMA:

Costuma estar entre a idade pré-escolar e a adolescência. É quieta, insegura, com baixa autoestima e não consegue se defender. Febre, vômitos, dores de cabeça e medo na hora de ir para a escola, perda de apetite, baixa resistência imunológica, volta do xixi na cama, queda nas notas, machucados inexplicáveis, sumiço de material, rasgos nas roupas.

A PLATÉIA:

Espectadores dessas cenas de violência na escola não estão livres das consequências. Eles se calam ou riem dos abusos com medo de se tornarem a próxima vítima. E tudo isso gera ansiedade, insegurança, aflição, tensão e irritabilidade, porque, evidentemente, nem sempre concordam com o que estão assistindo. O aprendizado e a socialização também acabam saindo prejudicados.

O que pais, responsáveis e a Escola podem fazer?

A família e a escola devem trabalhar juntas, buscando uma abordagem indireta, de reflexão e conciliação, e nunca de confrontação e repreensão. As ferramentas mais eficazes para ensinar regras de convivência saudável aos filhos são o afeto incondicional, o diálogo e as atividades educativas, como jogos esportivos, aulas de arte e ações solidárias. Os pais também precisam estar atentos às próprias atitudes dentro de casa. Gestos, tons de voz, toques e expressões faciais marcam muito mais do que discursos, especialmente até os sete anos de idade. Pais que vivem ausentes ou estressados por causa do trabalho e que costumam usar gritos, tapas e murros para exercer sua autoridade vão transmitir esse modelo de relacionamento aos filhos, mesmo sem perceber.


Fonte: Revista Saúde; Junho/2009.


Juntos, família e Escola, para que, munidos de informação e orientação, possamos combater esse mal.

Atenciosamente,
Equipe E.A.B